RELATO 8 - A REVELAÇÃO DO PRETO-VELHO

Autor: Pablo de Salamanca

            

        Em 1998, tive uma grata surpresa durante uma sessão de pretos-velhos. A entidade que trabalha através da minha mediunidade já havia subido, após o atendimento de algumas pessoas. Eu já estava bem recomposto, passando a observar alguns guias da Linha das Almas, em pleno exercício mediúnico.

        Num dado momento, passei a fixar minha atenção na médium Tetê Souza, que também estava trabalhando com um preto-velho. O jeito dele conversar com os consulentes, a maneira com que batia o cajado no solo e a personalidade que exalava não me eram estranhos. No entanto, como no C.E.F.J, centro do amigo e dirigente Nélson Vilhenna, se trabalhava muito mais com a Linha de Oxossi, era raro ver Tetê Souza incorporada com uma entidade da Linha das Almas. Além disso, nela vinha uma vovó e não uma entidade masculina.

        Continuei observando a atuação do preto-velho, até que me distraí com alguém que me pediu um copo d'água. Logo a seguir, retornei para o terreiro e, para minha surpresa, o guia me chamou: “Meu filho, venha cá.” Aproximei-me, prontamente, ajoelhando-me em frente à entidade. E ele indagou: “Você está me conhecendo?” Respondi rapidamente, pois naquele exato momento tive uma certeza interior de quem ele era: “Sim senhor! Eu acredito que sei quem é o senhor.” O preto-velho sorriu e perguntou: “E qual é o meu nome?” Logo respondi: “É Pai Tomé!” O guia, satisfeito, falou: “Muito bem, meu filho, me reconheceu não é mesmo? Percebeu que estou na sua vida há muito tempo, não é mesmo?”

        Na sequência, a entidade me deu algumas instruções pessoais, nas quais prestei muita atenção. Depois ergui-me e passei a pensar na ocorrência. Aquele preto-velho havia sido a entidade da Linha das Almas que vinha através da minha mediunidade, no primeiro terreiro de Umbanda, onde iniciei meu desenvolvimento mediúnico. Fora Pai Tomé que me ajudara nos meus primeiros passos, na corrente umbandista, entre 1993 e 1994. Depois que eu havia deixado aquele centro e me filiado ao C.E.F.J., nunca mais tivera contato com Pai Tomé. Quem assumiu a minha mediunidade, na Linha dos Pretos-velhos, foi Pai Cipriano, com quem trabalho até os dias de hoje. No entanto, a partir de 1998, a médium Tetê Souza, com quem atuo conjuntamente há um bom tempo, passou a trabalhar com Pai Tomé até os dias atuais. É por esse tipo de acontecimento que podemos perceber que a egrégora espiritual, com a qual temos afinidade, nunca deixa de nos acompanhar. Neste meu caso, fiquei entre quatro a cinco anos sem ter um contato evidente com Pai Tomé. Na verdade, eu não fazia a menor ideia de onde ele andava e se voltaria algum dia. Estava quase esquecido na minha curta memória de encarnado. Porém, ele ali se fez presente e continua labutando através de Tetê Souza, frequentemente, com o seu jeito inconfundível, o que demonstra que essa entidade tem uma programação espiritual com esta médium. E dou graças a Deus que Pai Tomé esteja sempre por perto com seus valiosos conselhos e alguns necessários “puxões de orelha”.


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