RELATO 7 - O CABOCLO E A ASMA

Autor: Pablo de Salamanca

            Por volta do ano 2000, assisti a uma consulta do Caboclo Peri, manifestando-se através do médium Tércio, no terreiro em que fui “pai pequeno” por cerca de sete anos.

           O consulente Edson, que já frequentava a casa há três anos, vinha naquele dia com um pedido especial a fazer. Ele havia passado num concurso público federal muito disputado, que, aliás, havia sido orientado a realizar pelos guias do centro, mas estava muito preocupado com a fase seguinte, quando haveriam testes físicos. Edson vivia atribulado por uma asma crônica e andava sempre com aquela típica “bombinha”, para usar o medicamento quando necessário, no dia a dia.

          O Caboclo Peri ouviu o jovem com atenção e, a seguir, mandou buscar no quintal algumas ervas que, infelizmente, não me recordo mais. Um cambono trouxe o material em grande abundância e a entidade selecionou e dosou a quantidade de folhas. Então, ordenou que as ervas fossem maceradas e colocadas em três garrafas com vinho tinto. O Caboclo Peri orientou o consulente a esperar três dias para começar a tomar o “remédio”, numa determinada dose. E disse para fazer isso durante todo o período dos testes físicos. Edson, que havia escutado com bastante atenção, agradeceu muito, mas tornou a falar de sua preocupação de não passar nos testes físicos, assinalando que seriam bem rigorosos, inclusive tendo uma corrida eliminatória de 2000 metros, que deveria ser realizada num curto período de minutos. O Caboclo, confiante, disse ao jovem que ele não teria nenhuma crise asmática e que superaria o teste.

           Na sessão seguinte, Edson retornou ao terreiro. Perguntei-lhe como ia com o “remédio” do Caboclo Peri. O rapaz estava muito satisfeito, pois em seus treinamentos não havia passado por mais nenhuma crise de asma. Assim, estava muito esperançoso quanto aos testes físicos, deixando para trás a angústia de ser reprovado naquela fase, já que tinha realizado talvez o mais difícil, que era a prova de conhecimentos gerais e específicos daquele concurso público.

            O tempo passou e Edson tomava diariamente a dose da “garrafada” do Caboclo, até que chegou o dia dos testes físicos. O jovem conseguiu se sair bem e foi aprovado, sem qualquer sinal da asma crônica. Com isso, perdemos a boa companhia daquele amigo, que teve que se mudar de estado, indo para longe do Rio de Janeiro. No entanto, ele ainda manda notícias. Até hoje ele é servidor público federal e pôde manter sua família e ampliá-la, fornecendo uma boa educação aos seus filhos.

            Este caso, que nunca esqueci, demonstra que o conhecimento sobre as propriedades curativas das ervas tem grande potencial de expansão e a nossa ciência precisa continuar a estudar os princípios ativos das plantas nacionais. E quase no final deste relato, ressalto a sabedoria do Caboclo Peri e lamento novamente não ter anotado quais ervas foram utilizadas. Só poderia recuperar essas informações se pudesse conversar com a entidade, mas o médium Tércio não está mais entre nós. Aliás, a combinação energética entre entidade e médium precisa ser muito boa, de modo a permitir manifestações que propiciem resultados satisfatórios como este. O médium é fator fundamental no processo mediúnico, pois precisa ter equilíbrio emocional e não alimentar vaidades ou interesses materiais. Atendendo a esses requisitos, o médium terá ao seu lado, de fato, os verdadeiros guias de Umbanda.


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