RELATO 44 - UM TRABALHO DE ZÉ PELINTRA: “MULHER SOTURNA”

Autor: Pablo de Salamanca


Era uma noite agradável de 29 de agosto de 2011. Aproximava-se uma entidade conhecida. Logo entendi que o “Seu Zé” vinha me contar, sobre um caso em que ele ajudou uma pessoa. Busquei papel e aguardei o influxo psicográfico. Não demorou e surgiu a mensagem a seguir, cujo título era “Mulher soturna”.

Estava, eu, numa casa noturna. Uma mulher olhava para o vazio, soturna, e parecia me ver. Eu, ali, atuava como guardião. Buscava alguém, cujo coração precisasse de proteção. Sabia que ela não me via, nem pressentia. Apenas queria uma “solução”, para sua mais recente decepção. Eu conhecia o seu caso, que era o da vaidade feminina que vai ao chão. Então, ali estava ela, com um copo na mão, remoendo desilusão. Não era o primeiro copo, nem o segundo. O seu pequeno mundo se esvaía, através de cada copo que fluía, pelo balcão, em sua direção. E ela tinha companhia de uma entidade que foi, em vida, um beberrão. Não era coisa boa, não! Estava se metendo em “buraco sem fundo”, acreditando que tudo poderia ser esquecido, através do álcool, estimulada pelo intruso.

Assim, acompanhei a mulher mais de perto. O beberrão desencarnado, acreditando ser muito esperto, tentou me “peitar”. Mas, não pôde me encarar, porque eu estava agindo pelo lado certo. A luz, que hoje me guia, ajudou e ele teve que respeitar. Fiquei perto dela, soberano, e pude lhe falar. De alguma forma ela me ouviu e começou a enjoar. O copo, de sua mão, no chão foi parar. A mulher foi para casa chorar suas mágoas, afastando-se de certos perigos. Cumprido estava o serviço, deste Poeta do Rio Antigo.

Após o término do texto, levantei-me e fui beber um pouco de água. Retornei e li com calma o conteúdo. Tratava-se de uma atividade de proteção espiritual do Sr. Zé Pelintra, narrada por ele mesmo. Achei muito interessante a mensagem, bem como bastante autoexplicativa. Qualquer pessoa de boa vontade leria o assunto e o compreenderia bem. Eu não teria qualquer comentário adicional a fazer.

No entanto, fiquei bastante curioso em conhecer outros trabalhos espirituais do “Seu Zé”. Acreditei que ele voltaria, em outras oportunidades, para narrar mais casos. Quem sabe até ele me ditasse um livro sobre suas tarefas?! Aguardei com boa disposição, por novas visitas do amigo espiritual...

Bem, estou esperando até hoje, fevereiro de 2017, e ele não voltou para escrever. Aproximou-se de mim, algumas vezes, mas por outros propósitos. O que ele tinha que me passar, pela psicografia, já o fez. Quem sabe no futuro? 

Nos trabalhos psicográficos, como na mediunidade no geral, o médium precisa aguardar o que vem do Plano Espiritual. Não pode ter ansiedade e “passar à frente da entidade”. O médium precisa, simplesmente, ter a boa vontade de cumprir a missão que foi programada, antes do reencarne. Como não recordamos a nossa programação espiritual, vamos vivenciando o “fluir da vida”. Aproveito para deixar um “salve” ao Sr. Zé Pelintra. Laroiê Exu! Exu é mojubá!

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