RELATO 41 - O SR. PENA VERDE E MEU PROCESSO CÁRMICO

Autor: Pablo de Salamanca


No início de minha jornada mediúnica quando eu já participava de descarregos, cortes de demanda e processos desobsessivos, às vezes sentia os impactos mais fortes de bioenergias e entidades negativas. Um sintoma relativamente comum, naquela época, era ficar com um quadro de tonteiras mais ou menos intenso, depois que eu colaborava em atividades vibratoriamente densas.

Em determinada semana do ano de 1997, após um trabalho desobsessivo, eu vinha sentindo um certo desconforto que incluía um pouco de enjoo e tonteiras intermitentes. Na sessão seguinte do centro espiritualista, em um sábado, comentei isso com o Caboclo Pena Verde, que se manifestava através da médium Tetê Souza. Indaguei: "Essas tonteiras não são uma labirintite? Ele, com a firmeza que sempre o caracterizou, me disse: "Moço, isto que você está tendo não é doença não! Em seguida, o Sr. Pena Verde colocou: "Faça esse trabalho que eu vou indicar e vou provar pra você que isso não é doença!"

Aceitei realizar a breve oferenda, da qual não me recordo mais, e a médium Tetê Souza me auxiliou nos procedimentos. Na segunda-feira, eu retornei às minhas atividades profissionais e, para minha surpresa, mesmo tendo que digitar muitos textos em frente ao computador, não senti qualquer sinal dos desagradáveis sintomas de antes. Fiquei muito bem e, na próxima oportunidade, no terreiro, agradeci ao caboclo.

Em 1999, o problema ressurgiu. O contexto da minha vida não era nada fácil naquela época. Eu tinha que trabalhar cotidianamente como funcionário de uma empresa, ao mesmo tempo em que estava escrevendo a minha tese de doutorado. Além disso, nos finais de semana, participava intensivamente das sessões umbandistas. Desta forma, as tonteiras vieram mais fortes e constantes, o que me tornou um ser irritadiço em boa parte do tempo. Havia um estresse, mas logo entendi que a origem da questão não era apenas devido ao desgaste.

Quando tive chance de recorrer ao Sr. Pena Verde, indaguei ao caboclo porque eu estava passando por aquela situação novamente, já que eu era tão dedicado à Umbanda. O guia espiritual me respondeu com outra pergunta: "Você sabe quantas cabeças você já cortou?" Fiquei atônito por um tempo com a resposta e nada falei, pois obviamente não recordava minhas vidas passadas. Então, coloquei: "Mas, eu não trabalho na Umbanda forçado por nada. Eu vou porque gosto!" Na sequência, o caboclo assinalou: "Continue assim, meu filho, porque se você agisse de outra forma, o seu destino seria a psiquiatria."

Essa foi a essência do diálogo. Ele me falou mais algumas palavras e orientações, não deixando de me ajudar. Porém, fiquei ciente de que teria um período desafiador em minha vida, o que de fato aconteceu até o ano de 2002. Foi uma travessia muito difícil para mim, com tantas tarefas e, ao mesmo tempo, com uma saúde flutuante e um tanto combalida. Naquela fase, percebi que a Lei Cármica se impõe em certa "dose", apesar de todo esforço e dedicação que possamos exercer no "aqui e agora", que às vezes não é o suficiente para contrabalançar totalmente os desvios que cometemos no passado, em sã consciência. Contudo, superei todos os obstáculos, não deixando de cumprir minhas metas.

Alguns anos depois, enveredei pelo estudo sobre regressão a vidas passadas. Não só realizei um curso, como também me submeti ao processo, podendo acessar e revivenciar diversas vidas pretéritas. Descobri que boa parte de minhas antigas experiências estava ligada a guerras e, em algumas ocasiões, atuando no campo da magia negativa. Numa das últimas sessões de regressão, em especial, retornei à época em que fui um samurai. Quase ao final da experiência regressiva, lá estava eu cortando a cabeça de muitos prisioneiros, no Japão Feudal.

Somente dias depois de ter novamente vivenciado o que fiz no passado, recordei as palavras do Sr. Pena Verde: "Você sabe quantas cabeças você já cortou?" Então, finalmente compreendi melhor porque, anos antes, eu havia passado por aquele período de tonteiras tão desagradáveis.

Ao final deste relato, é importante salientar que, quando tive o problema de saúde, fiz uma longa bateria de exames que incluiu, até mesmo, uma tomografia cerebral. O médico apenas me disse, à época, que os meus sintomas não tinham uma causa orgânica clara, talvez sendo algo de fundo emocional. Bem, o médico fez o que pôde. Quem realmente sabia da origem do meu problema, ajudando-me dentro dos limites da Lei de Ação e Reação, foi o Sr. Pena Verde. Okê Arô Oxossi!


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