RELATO 32 - PALAVRAS DE UM TATA CAVEIRA

Autor: Pablo de Salamanca


Naquela noite, facilmente percebi uma presença familiar. Era um guardião que desejava se manifestar através da psicografia. Assim, coloquei-me à disposição, fluindo o texto a seguir.

Boa noite! Estou aqui, para trazer uma mensagem sobre os guardiões. Muito se fala sobre nós e há muita ilusão e distorções. Algumas são resultado de mentes limitadas. Outras são, francamente, mentiras espalhadas de propósito. Há muita gente mal intencionada. Não sabem direito que, um dia, serão cobradas pela Lei. A inocência é relevada, mas a má intenção recebe o retorno devido, na dose certa e no tempo certo. E não é castigo não! É chance para despertar e se recuperar! Chegou o tempo de se entender melhor quem é exu e o que ele faz.

Primeiro, vou explicar porque os espíritos que trabalham na Linha de Exu, em sua maioria, ocultam quem foram em vidas passadas. Podem até contar a sua história, na última existência na matéria, mas não revelam a sua identidade exata. Isso acontece porque nós, como trabalhadores espirituais, estamos também em evolução. E evoluir não é dar tanto valor ao último nome terreno que tivemos. Não importa tanto aquele “eu”. Assim, à semelhança dos cristãos primitivos, nós recebemos um novo nome quando fazemos o compromisso de renovação. Isso acontece conosco após a morte da carne, quando nos agregamos a uma determinada falange de exu. E vamos participar de certo grupo, por afinidade! Não é nada por acaso! Cada falange tem suas ordens de trabalho e as entidades que a integram, precisam ter o conhecimento e as habilidades necessários para executar as tarefas.

 Sou espírito velho. Por isso, falei dos cristãos lá do passado. Naquela época, aqueles ensinamentos não me interessavam. Segui caminhos mais adequados a minha alma. Fui legionário romano, vivi entre bárbaros, pratiquei a magia de várias formas. Fui curandeiro também. O tempo passou e, finalmente, absorvi alguns fundamentos da “Cruz”. Fui padre. Um padre cheio de “pecados”! E venho caminhando, errando e aprendendo, caindo e levantando. Na minha última existência, fui médico: um sujeito meio canalha. Salvei algumas vidas, menos a minha, que foi encurtada por certos vícios.

Bem, quando falei que nos agregamos a uma falange, recebemos um nome, que é o mesmo da própria falange. Este nome está associado a uma forma ou aparência que assumimos no Astral. A forma corresponde a uma essência, que é um tipo de trabalho. Nós, os exus, dominamos também a forma. Uns mais, outros menos. Posso assumir várias aparências que tive na Terra, no passado. Recordo várias vidas. Mas, a forma da falange segue um padrão, com algumas variações. Para ti, que agora escreve esta mensagem que estou passando, posso me apresentar (a sua vidência) como o médico que fui na última vida. Porém, para os espíritos revoltados das zonas obscuras, mostro-me com minhas roupas negras e, quando necessário, mostro a eles os ossos. E isso não é para amedrontar os quiumbas! É para lembrar a eles que a vida da carne passou e é hora de renovação. Os ossos representam que é tempo de transformação. Mas, quase sempre eles sentem medo e isso não me dá prazer. Apenas cumpro a minha função. Uns, eu preciso prender. Outros, eu encaminho para lugar melhor. A cada um, conforme a Lei.

Então, já ficou mais fácil de entender que isso não tem nada a ver com essa crença no tal do diabo, invenção humana que já conta alguns séculos terrenos. Exu também não deve ser confundido com obsessor ou quiumba. Nós somos trabalhadores espirituais e não aceitamos barganha! Não adianta fazer oferendas em troca de favores! Exu de verdade só trabalha dentro da Lei. Alguém só recebe ajuda de nós, se merecer. Despeço-me agora. Vou dar um giro lá na calunga. Sou Tata Caveira.

Após o fluxo psicográfico, agradeci a presença da entidade. Levantei para beber água e retornei à mesa, para ler calmamente o conteúdo do texto. Então compreendi que, a partir dessa mensagem, bem como de outras trazidas por exus e pomba giras, havia um movimento de esclarecimento sobre esta linha de trabalhadores espirituais. Fiquei satisfeito por isso e espero que eu seja um bom instrumento para esta finalidade, somando a outras boas orientações que têm surgido por diversos médiuns. Laroiê exu! Salve Senhor Tata Caveira! Exu é mojubá!

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