RELATO 27 - DEMANDA NEUTRALIZADA POR BOIADEIRO

Autor: Pablo de Salamanca

       

Era o final de uma gira de Umbanda, no terreiro onde eu atuava no início da década de 2000. Após as atividades dos caboclos, foi chamada a Linha dos Boiadeiros. Neste dia, um grande beneficiado da sessão foi o próprio dirigente, o amigo Nélson Vilhenna, que me contou o que aconteceu: os fatos relatados na sequência.

Recebi a minha entidade, Boiadeiro Sete Estrelas, que pediu ao Nélson um cigarro. Após algumas baforadas, o trabalhador espiritual apagou o cigarro e disse ao Nélson para embrulhá-lo num papel e levá-lo, no seu carro, para a universidade onde o dirigente do centro era professor.

A seguir, o boiadeiro disse ao Nélson que tinha uma demanda contra ele, lá onde trabalhava, mas afirmou que cuidaria do caso e não haveria problema. Enfatizou que havia muita negatividade, mas que resolveria a questão. Tinha gente lhe desejando o mal, querendo derrubá-lo de fato, mas não conseguiriam.

Nélson agradeceu à entidade e fez como lhe foi orientado. O cigarro ficou guardado no seu automóvel e, a partir da segunda-feira, ia e voltava à universidade com o objeto dentro do veículo. Na quarta-feira, retornando para sua casa, Nélson ouviu um barulho estranho, que parecia vir das rodas do seu carro. Assim, saiu da estrada, indo parar no acostamento, para verificar o que estava acontecendo.

Quando o Nélson desceu de seu automóvel, ficou muito espantado com o que constatou: as rodas haviam sido afrouxadas e, em especial, uma delas estava quase se soltando do eixo! Provavelmente alguém da própria universidade, de uma forma criminosa, havia desapertado os parafusos das rodas. Então, ali, em plena estrada, ele resolveu o problema com uma ferramenta que carregava no porta-malas.

Na sessão seguinte do centro, o dirigente veio falar comigo sobre o acontecimento. Questionei-o como havia ouvido o barulho estranho, se normalmente ele vinha dirigindo o carro de janelas fechadas. Ele mesmo surpreendeu-se em como havia percebido o som esquisito, atribuindo a isso uma ajuda extra da Espiritualidade. Nélson me disse que, a partir do ocorrido, iria sempre verificar os pneus antes de sair de seu trabalho para casa.

Indaguei ao amigo, quem poderia ter feito ato tão sórdido, mas Nélson respondeu-me que não fazia a menor ideia. Ele acrescentou, apenas, que algumas semanas atrás, um funcionário da universidade havia o alertado que ele precisava de ajuda espiritual, pois havia recebido este recado de uma entidade, num lugar que ele frequentava. Como Nélson sabia que o funcionário gostava da chamada “magia negra”, declinou educadamente do convite, porque não concordava com essas práticas.

Bem, o dirigente Nélson Vilhenna, por sua honestidade e grande dedicação às questões espirituais, foi protegido naquela ocasião. O mérito de uma pessoa sempre lhe brinda com as melhores energias. Assim, até hoje (maio de 2016), Nélson continua conduzindo com esse esmero seu grupo espiritualista, com ótima saúde, mesmo já tendo quase 80 anos de idade. Salve Boiadeiro Sete Estrelas! Salve todos os boiadeiros!

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