RELATO 25 - AJUDA E ESCLARECIMENTO DO CABOCLO

Autor: Pablo de Salamanca

       

Corria uma sessão de caboclos bem movimentada. Era o ano 2000. A casa espiritualista estava bem cheia, não só dos consulentes que já conhecemos, mas também de um grupo novo de pessoas que desejava conhecer nosso centro.

Meu caboclo, logo após terminar de fazer um trabalho pesado, subiu. Eu havia entendido que ele levara um quiumba (obsessor) de alguém e, agora, me permitia um descanso. O suor descia pelo meu rosto e ainda estava um pouco ofegante. Mas, isso não me impediu de assistir e registrar bem em minha mente, uma atividade do Caboclo Pena Verde, que trabalhava através da médium Tetê Souza.

Notei que ele se dirigiu para o grupo novo de pessoas e ofereceu sua mão a uma senhora. Ela, prontamente, segurou na mão da médium incorporada. Em seguida, o Sr. Pena Verde gentilmente puxou-a para o centro do terreiro, próximo de onde eu estava descansando.

Então, a entidade começou a falar muito acertadamente sobre a vida da senhora desconhecida, que sorria e balançava afirmativamente a cabeça.

O caboclo, num dado momento, disse à consulente que ela era uma pessoa muito boa e que merecia ajuda. E disse o ponto principal do seu merecimento: a senhora, que devia ter cerca de 50 anos de idade, cuidava com muito zelo da própria sogra doente, que era uma pessoa muito amarga e que odiava a ela, a nora. O Sr. Pena Verde enfatizou que toda agressão ou maledicência da sogra era respondida com paciência e dedicação da consulente que, agora, estava emocionada.

O caboclo, a seguir, fez uma ‘puxada”, retirando miasmas e cargas negativas da mulher. Além disso, o Sr. Pena Verde solicitou a ajuda de um outro médium, que colocou sua mão no ombro esquerdo da consulente. Um ponto foi cantado e o médium tombou ao chão, com um obsessor revoltado, devido à interferência em seus planos de ódio.

Após o encaminhamento do quiumba, o Sr. Pena Verde agradeceu ao outro médium pelo auxílio. O caboclo, então, voltou a falar com a senhora. Disse a ela que era uma pessoa muito abençoada por Deus e que estava, com a sua boa atitude perante a sogra, terminando uma dívida do passado (questão cármica). Acrescentou ainda, que a sogra, por ser um espírito muito rebelde e ainda com muita negatividade no coração, desencarnaria em situação ruim. E com isso, provavelmente ficaria um tempo perdida, em sofrimento, em região umbralina (submundo do Astral).

A consulente, agora, chorava discretamente. Percebia-se que, em parte, seu choro era porque ela estava entendendo que cumpria bem a sua missão. Mas, por outro lado, tinha pena da sogra, que sempre lhe acusava e agredia, mesmo estando na fase terminal de uma doença grave.

O caboclo, ao final, disse à mulher que sabia que ela morava longe e que não poderia voltar mais ao nosso centro. Porém, ressaltou que ela poderia contar sempre com ele, mesmo à distância, através do pensamento.

Pouco tempo depois, aquela nossa sessão mediúnica foi encerrada. Nunca esqueci o caso. Pudemos constatar que, de fato, a história desvendada pelo caboclo era inteiramente verídica e, realmente, a senhora morava longe e nunca mais pôde retornar ao nosso terreiro.

Considero-me privilegiado por ter presenciado trabalhos espirituais como esse e, hoje, em abril de 2016, com 48 anos de idade, sinto que não posso deixar de compartilhar essas vivências com outros irmãos umbandistas. Okê Arô Oxossi! Salve Sr. Pena Verde!

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