RELATO 2 - GUIAS QUE SE ROMPEM

Autor: Pablo de Salamanca


O tema deste relato é sobre as guias utilizadas pelos médiuns de Umbanda. Isto é, refere-se aos colares ritualísticos, de vários tipos de materiais, que os adeptos umbandistas usam durante as sessões e em outras atividades. De uma forma geral, vou comentar que as guias não são peças decorativas, mas sim instrumentos de apoio aos médiuns de Umbanda. Fundamentalmente, as guias têm a finalidade de potencializar a conexão do médium com a entidade de trabalho e, de forma mais relevante, ser uma ferramenta de proteção contra as chamadas "cargas negativas", ou seja, o magnetismo prejudicial com o qual os umbandistas se defrontam nas suas tarefas mediúnicas. Esse aspecto protetor das guias parece um tanto teórico, mas pude presenciar fatos em que as guias foram rompidas de forma bem evidente, durante trabalhos mediúnicos pesados. Este relato é sobre isso.

Numa sessão recente de Cosme e Damião (gira de crianças), onde eu estava presente, ocorreu um fato bem interessante. Os espíritos da Linha das Crianças estavam incorporados, exercendo suas atividades que aparentemente são brincadeiras, mas que na realidade são trabalhos mediúnicos onde orientam, retiram influências negativas ou atuam no sentido da cura. Um guia com esta forma infantil (Crispiniano), que conheço há muitos anos, através da médium T., conversava com uma consulente, tendo já atendido a alguns pedidos dela, mas que, ainda não satisfeita, pediu que rezasse uma perna doente. No entanto, Crispiniano normalmente não trabalha retirando cargas negativas muito densas, quase sempre deixando isso para outras entidades que são especialistas neste contexto. E ele falou a uma outra criança espiritual: "Coleguinha, isso não é pra mim não! Faz você!" Então, outra médium incorporada dirigiu-se à consulente, para lhe dar um passe. Em questão de segundos,  durante o passe, uma guia que ela utilizava rompeu-se, acontecendo o que eu já presenciara em muitas outras oportunidades, quando médiuns de Umbanda têm que trabalhar com bioenergias deletérias. À médium cuja guia se partiu, restou juntar as contas, depois que saiu do transe mediúnico, e despachá-las. Esta era a orientação daquela casa espiritualista, para casos como aquele.

Aliás, já estive em giras muito "pesadas" em que várias guias de médiuns diferentes romperam-se durante os trabalhos, evidenciando como esses colares ritualísticos são verdadeiros "para-raios". E destaco que o rompimento de guias não acontece com muita frequência, podendo esses instrumentos durarem anos sem se partirem, mas, em certas circunstâncias, acontece de muitas guias "estourarem" dentro de uma mesma sessão. Inclusive, já observei guias novas e bem confeccionadas, guardadas adequadamente, ou seja, sem fadiga de material e sem qualquer pressão física sobre elas, apresentarem-se rompidas após os médiuns tê-las ido buscar em seus armários ou sacolas. Isto é um indício de que essas "ferramentas" também funcionam como objeto de descarga, mesmo quando não estão em uso pelos médiuns.

Uma vez, presenciei o rompimento de duas guias no pescoço de um médium, com um intervalo de poucos segundos. No entanto, neste caso não se tratou da descarga de negatividade sobre elas, mas sim de um efeito físico provocado pela atuação de um caboclo. Um caso muito interessante, que contarei em outra oportunidade...



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