RELATO 1 - PREVISÕES DO CABOCLO

Autor: Pablo de Salamanca

Meu primeiro contato com a Umbanda se deu na minha infância, lá pelos idos dos anos 70. Eu deveria ter entre sete e nove anos de idade, na primeira vez em que pude observar uma manifestação mediúnica dentro da corrente umbandista.

O Caboclo G. era uma entidade firme, sem meias palavras, muito procurado por pessoas aflitas a busca de uma orientação. Sua médium era uma senhora já idosa naquela época, a quem nós chamávamos carinhosamente de "vovó Maria". No entanto, quando ela ficava mediunizada, ganhava força e vivacidade incomuns. Isto eu já observava, naqueles tempos, embora eu fosse apenas um garoto. E como de vez em quando eu não ia muito bem na escola, pedia a minha mãe para me levar ao Caboclo, de modo que ele pudesse me rezar e fornecer alguma confiança nos meus estudos. Quanto a isso, tudo sempre deu certo e nunca repeti de ano...

Num determinado dia, dentro da minha curiosidade infantil, perguntei ao Caboclo o que eu seria quando crescesse. Para minha surpresa, a entidade falou muitas coisas, e com pormenores, sobre o meu futuro. Com o tempo, fui percebendo que as situações foram se concretizando... A entidade, de alguma forma, sabia de pontos fundamentais da programação de vida de cada "consulente", ou seja, os principais aprendizados planejados, antes de reencarnar.

Dentre as previsões que o Caboclo fazia, destaco uma que presenciei, quando uma pessoa, que era minha parente, indagou quando meu avô morreria. A resposta, que eu ouvi claramente, foi: "Minha filha, aquele velho ainda vai enterrar muita gente. Ele tem vida longa e muitos vão partir antes dele..." Os anos se passaram e vários parentes meus foram falecendo, inclusive a pessoa que havia perguntado sobre a morte de meu avô paterno. Até mesmo os filhos de meu avô, meu pai e meu tio, vieram a desencarnar vários anos antes. Somente depois do ano 2000, com quase 100 anos de idade, meu avô retornou ao Mundo Espiritual. Aconteceu exatamente como o Caboclo G. havia dito.

Isto demonstra que entidades de Umbanda bem acopladas a médiuns equilibrados, podem revelar corretamente uma parte da programação existencial dos consulentes, quando permitido pela Espiritualidade Maior. E eu pude presenciar, ainda na minha infância até a adolescência, várias consultas daquele guia tão firme e sóbrio ao mesmo tempo, que ajudou tantas pessoas enquanto sua médium, a "vovó Maria", esteve entre nós. Aproveito este momento, para deixar um agradecimento especial ao Caboclo G. e a sua médium, que desencarnou há muitos anos.



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