RELATO 7 - ASSISTÊNCIA A UM MENDIGO

Autor: Pablo de Salamanca

03 de setembro de 2008

No tempo desta experiência (1993) que vou relatar, eu havia recentemente me mudado do alojamento da universidade para um hotel próximo, de forma que pudesse começar a escrever a tese de meu mestrado, com maior sossego do que normalmente reinava no ambiente estudantil. Nos finais de semana, eu viajava para o Rio de Janeiro e descansava no apartamento de meus pais.

Numa determinada noite, no referido hotel, saí inconscientemente do corpo após pegar no sono. No início do que recordo da projeção, situei-me numa rua mal iluminada, onde eu perambulava sobre o seu revestimento de paralelepípedos. Notei que os postes eram semelhantes aos que existiam no Rio Antigo, devido ao seu estilo. A luz que saía dos postes era amarelada e fraca. No Centro do Rio de Janeiro, ainda hoje, há vielas como aquela que eu percorria no Astral.

Após poucos momentos, numa esquina, encontrei-me com um mendigo. Parecia alcoólatra e estava de pé, escorado num dos postes. Olhei para o seu rosto e percebi que seus olhos estavam parados numa direção, observando o nada. Sua expressão facial denotava uma falta completa de objetivos e uma tristeza profunda. Estava sujo e maltrapilho.

Não pude deixar de fitar seus olhos por mais tempo, pois me impressionaram muito. Passei a sentir uma grande compaixão por aquele ser, em intenso estado de indigência espiritual. Embora estivesse a três ou quatro metros do mendigo, notei que ele não me enxergava ou simplesmente ignorava a minha presença, absorto em sentimentos de desconsolo. Numa atitude rápida e espontânea, estendi meus braços para a frente com as mãos espalmadas. Simplesmente desejei fortemente doar-lhe energia pelas mãos extrafísicas, de forma que pudesse ter algum alívio para a sua infelicidade. Naquele instante, senti um fluxo concentrado de bioenergias partindo de minhas mãos e, ao mesmo tempo, também fluindo do centro do meu peito. Como as emoções foram intensas, retornei ao Plano Terreno involuntariamente. Naquela época, eu não sabia que quando perdemos o controle emocional, provocamos o retorno de nosso corpo sutil ao corpo denso (sentimentos fortes de medo, ódio ou euforia também normalmente induzem o retorno do projetor ao corpo físico).

Despertei na cama do quarto do hotel, ainda fortemente impactado pela emoção, inclusive sentindo uma dor no peito. Talvez eu tenha doado muita energia de uma só vez, o que teria causado aquele desconforto no tórax. No entanto, não desejando interromper o processo de doação, intuitivamente ergui os meus braços físicos e, através das mãos, dirigi para o espaço vazio uma corrente energética por mais algum tempo. Tencionava atingir o mendigo, onde quer que ele estivesse. Logo após, voltei a dormir. Pela manhã, quando acordei definitivamente, ainda fui capaz de recordar tudo com facilidade. Já não havia o incômodo no peito e estava feliz por talvez ter ajudado a alguém.


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

            Neste tipo de experiência, quando o projetor sai inconscientemente do corpo, nada tendo feito antes no intuito de projetar-se, é muito provável que um amparador (ou mentor) levou-o até o lugar da assistência. É patente que o projetor, à época, tinha ainda pouca prática no assunto, vindo a emocionar-se em excesso durante o processo de doação bioenergética, que acarretou em duas situações indesejáveis: o retorno abrupto ao corpo denso, interrompendo a assistência; e a dor física no peito ao retornar, que foi oriunda de uma doação muito intensiva através do chacra cardíaco. Contudo, este tipo de situação, quando o viajante astral ainda está no início de sua caminhada, é muito comum, e faz parte do próprio aprendizado.


Retirado do livro “Experiências Extrafísicas”,
disponível para download gratuito, neste site.

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