RELATO 6 - AJUDANDO A UM DESENCARNADO DEFICIENTE

Autor: Rosa Vilhenna

13 de setembro de 2006

Em 31 de julho de 2003, realizei uma projeção muito interessante! Íamos eu e uma outra pessoa, da qual não pude perceber a identidade ou o sexo, caminhando por uma grande construção que apresentava partes cobertas e outras ao ar livre, com enormes gramados muito verdes. À nossa frente, um homem também caminhava, assumindo a atitude de um “batedor”.

Entramos numa parte semicoberta, que apresentava um lago artificial muito lindo. Começamos a caminhar por dentro da água, posto que a profundidade do lago não era muito grande. A água atingia somente um nível pouco acima da metade das coxas.

Havia muitos peixes neste lago, de vários tamanhos e espécies. Notei que eles vinham nadando até nós, como se estivessem festejando a nossa visita. Comentei com a pessoa que me acompanhava: -“Veja só que interessante! Como os peixes conseguem perceber a nossa boa intenção! Parecem saber que não lhes faremos mal algum. Apesar de sermos seres humanos, eles não se assustam com a nossa presença e até parece que vêm nos dar as boas-vindas!”

Não me recordo se ela teceu algum comentário a respeito, mas, a esta hora, já estávamos nos aproximando do outro lado do lago, onde havia um recanto coberto e um banco de pedra, algumas árvores baixas e flores. No banco, estava sentado um homem (senti que era um homem, apesar de não ter identificado seus órgãos sexuais e de sua expressão facial não ter traços masculinos marcantes).

Embora se tratasse de um adulto, ele era pequeno (do tamanho aproximado de uma criança de dez anos), tinha membros muito finos e com uma atrofia muscular tão acentuada, que não o permitia sustentar o próprio corpo. O tórax e o abdome eram muito magros e a pele exibia uma palidez profunda, a qual lhe conferia uma tonalidade plúmbea. A face apresentava uma série de deformidades e não consegui identificar os cabelos. Estava nu e, apesar disso, seus órgãos sexuais não eram muito nítidos.

Senti uma enorme alegria ao vê-lo e dirigi-me até ele, que parecia também ter ficado feliz com a minha presença, pois agitou-se muito e tentava falar coisas que eu não conseguia entender completamente. Sua fala assemelhava-se àquela dos graves deficientes mentais encarnados, da qual pouco se consegue extrair dentre os múltiplos sons ininteligíveis.

Tomei-o nos braços e levei-o em meu colo até o lago, onde ficamos nos banhando. Eu, com as pernas flexionadas, a ponto de a água atingir a parte superior de meu tronco, segurava-o no colo como se faz com uma criança pequena. Ali ficamos durante muito tempo. Eu o incentivava a movimentar seus braços e pernas esquálidos, como se fosse uma sessão de fisioterapia. Tudo envolto por um carinho muito grande.

Durante todo este tempo, éramos observados de cima de uma pequena ponte ao lado do lago, pela pessoa que me acompanhara até ali. Num determinado momento, ela fez um sinal informando-me de que o meu tempo havia terminado e era chegada a hora de irmos embora. Levei o homem nos braços até o banco de pedra, onde o havia encontrado, e fui até à ponte falar com a pessoa que lá estava observando. Não sei o que foi dito.

Percebi, então, uma movimentação vinda do lugar onde havia deixado o homem sentado. Voltei-me para lá e pude perceber que ele realizava movimentos repetitivos, quase convulsivos e espásticos, alguns lembrando o movimento de alguém fumando. Fui até ele e, carinhosa, mas firmemente, falei: -“mesmo depois de tanto tempo, você ainda mantém certos hábitos?! Da próxima vez que eu vier lhe ver, não quero mais ver isto acontecendo!”

Ele acalmou-se. Abracei-o e fui embora, acompanhada por quem havia me observado todo o tempo e pelo “batedor”, que aguardava na porta de acesso ao ambiente do lago. Iniciamos o caminho de volta pelo gramado.

Acordei sentindo uma alegria tamanha, que a vontade que eu tinha era de dormir novamente, para tornar a ver aquele homem todo deformado!


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

A projeção de Rosa Vilhenna foi, realmente, muito interessante! Ela demonstrou significativo grau de consciência e boa capacidade de rememoração dos fatos, trazendo, até nós, detalhamentos importantes de sua experiência no Astral. No entanto, gostaríamos de chamar a atenção para alguns pontos relevantes.

Logo no primeiro parágrafo, Rosa narra que caminhava com uma pessoa da qual não recordou a identidade e nem o sexo. Esta pessoa, provavelmente, era um amparador (ou guia espiritual) que a levou até o local (uma instituição de cura no Mundo Extrafísico) onde Rosa iria atuar. Já o “batedor”, muito possivelmente era um trabalhador espiritual que cumpria a função de guardião, pois até se chegar à instituição de cura, eles devem ter passado por regiões umbralinas, ou seja, áreas do Astral onde perambulam entidades com intenções não amistosas.

Em alguns momentos, percebe-se que Rosa não conseguiu rememorar alguns diálogos com o “amparador”, o que é bastante comum entre os projetores. Na realidade, muitas pessoas se projetam conscientemente em outras dimensões da vida, mas, ao retornar, não conseguem trazer as lembranças para o nível material, isto é, a parte consciente de sua mente não registra os fatos vivenciados nos planos sutis. Em outras palavras, as experiências vividas “do outro lado” ficam, com grande frequência, armazenadas apenas no inconsciente.

Com relação ao desencarnado deficiente, a projetora disse que sentiu uma grande alegria ao vê-lo, havendo reciprocidade da parte dele. Ora, é óbvio que se uma pessoa sente alegria em encontrar alguém, é porque se trata de um reencontro (ambos deveriam se conhecer desde vidas passadas, hipótese que acreditamos ser mais provável, ou eles se conheceram no Astral mais recentemente). Isto é confirmado mais à frente, quando Rosa conta que a “sessão de fisioterapia” foi envolta num ambiente bastante carinhoso. Também fica evidente que houve um reencontro, quando Rosa ralha com o deficiente, chamando a sua atenção para evitar hábitos antigos.

Assim, por fim, destacamos o fato de a projeção astral ser um instrumento muito interessante, não só para se realizar serviços de assistência, mas também ela abre a possibilidade de reencontrarmos pessoas queridas, com quem nos relacionamos no passado.

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