RELATO 5 - ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL

Autor: Tetê Souza

27 de julho de 2006

            Sou auxiliar de enfermagem e espírita praticante. Às vezes, realizo viagens astrais com alguma lucidez, como a que vou narrar hoje.

           Há cerca de cinco anos atrás, recordo-me que estava projetada numa espécie de hospital espiritual. Havia uma longa fila de pessoas que eu atendia. Não me recordo bem se eu dava passes magnéticos nelas, mas o fato é que elas saíam bem após o tratamento.

          Após um longo tempo em que eu ajudava as pessoas da fila, ela reduziu-se e só haviam, agora, duas mulheres para serem atendidas. O problema é que eu senti que estava na hora de retornar, e que não podia mais atuar ali. Desta forma, falei a elas que o meu tempo havia se esgotado, e que eu devia voltar. Elas então passaram a reclamar, e me lembro que uma delas disse: “É sempre assim! Quando chega a nossa vez, o atendimento acaba!” Então, retruquei: “Eu tenho que voltar! Se vocês quiserem, me acompanhem e voltem comigo!”

          Na sequência, eu só recordo que eu fui para um lugar que se assemelhava a um buraco estreito e escuro, por onde tentei passar, entrando de costas, pois parecia ser mais fácil. Em seguida, despertei no corpo me sentindo mal. Durante grande parte do dia, fiquei com dor de cabeça e enjoada. Esta sensação desagradável sumiu por si só, quando a noite já estava chegando. Acredito que eu tenha realizado uma tarefa de assistência espiritual, onde tenha me desgastado em excesso, de forma que houve um reflexo no meu corpo material. Felizmente, o mal estar físico não passou de algumas poucas horas.

 

COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

         Embora a narrativa não tenha sido longa, ela é muito útil. Percebe-se que o grau de lucidez atingido foi razoável no geral, e que a capacidade de rememoração foi suficiente para a compreensão da projeção astral.

         Inicialmente, é interessante destacar que a projetora não tem certeza se está num hospital espiritual. Na realidade, isto não é fundamental definir. O que importa, é que ela estava prestando auxílio no Astral. Provavelmente, um amparador (ou mentor) a levou ao lugar da assistência.

       Também é importante assinalar, que Tetê Souza disse não se recordar bem qual tipo de tratamento aplicava nas pessoas. Esta passagem demonstra que a capacidade de rememoração da projetora não foi das melhores, contudo, é bastante provável que ela estava se utilizando de suas próprias bioenergias para auxiliar às pessoas.

       Outro trecho interessante do relato, é quando Tetê diz que sentiu que seu tempo havia se esgotado, sabendo que precisava retornar (pode ter recebido, pela via intuitiva, uma orientação de seu mentor para encerrar a sua atuação). E nós perguntamos: retornar para onde? A resposta é certa: para o corpo físico! Sim, para o corpo físico, que é onde o projetor se refugia naturalmente quando necessário. Possivelmente o problema que ocorreu, na sequência, com ela, é que convidara as duas mulheres que não havia conseguido atender, para retornar consigo. Provavelmente, estes dois espíritos em desequilíbrio de fato retornaram com ela, e enquanto estiveram próximos à projetora no Mundo Material, causaram os incômodos relatados.

       Por fim, desejamos destacar que Tetê quando retornava ao corpo, percebeu um “buraco estreito e escuro”, por onde entrou de costas. Ou seja, perdeu lucidez, não vendo seu corpo (o “buraco estreito e escuro”) na cama, mas lembrou que entrou de costas, pois provavelmente assim foi mais fácil se acoplar ao veículo físico.

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