RELATO 33 - ENCONTRO COM ANTIGA NAMORADA

Autor: Orlando S. Silveira

08 de junho de 2014

Tive uma experiência estranha em meados de 2006, quando estava no interior de Minas Gerais, num hotel, em uma certa noite naquele período de uma semana. O evento era um treinamento da minha empresa, em larga escala, para funcionários de várias partes do Brasil, que haviam se deslocado até ali com aquele objetivo. Tínhamos aulas durante a parte da manhã e à tarde, sendo liberados mais ou menos às 18:00 horas.

Numa noite, ainda no início da semana, deitei-me por volta das 23:00 horas. Dormi rapidamente, porque eu estava "pregado". Então tive um sonho muito vívido, no qual eu visitava uma antiga namorada, que mora em Sergipe. Eu sou baiano e, nos tempos do namoro, vivia e trabalhava em Sergipe. Em 2006 já tinha voltado a residir e a trabalhar em Salvador. Não sei porque tive o tal sonho com esta antiga namorada, que foi uma pessoa especial, mas já naquela época considerava somente uma amiga. Será que no fundo eu estava carente?

Mas, retornando ao sonho, eu chegava na casa dela, sendo muito bem recebido. Ficamos na sala, que eu bem conhecia, sentados no sofá conversando, como nos velhos tempos. Ela se queixou um pouco de que andava se sentindo só e falou-me de algumas questões familiares que a estavam aborrecendo. Lembramos também da época em que nos relacionamos, comentando vários fatos e algumas pequenas contrariedades. Na realidade, focamos mais nas boas lembranças, que foram muitas.  Depois, acordei com uma recordação nítida da conversa e dos detalhes da casa, que não estava mudada em nada.

No dia seguinte, pela hora do almoço no hotel, logo depois de eu ter comido uma excelente comida mineira, recebi uma ligação telefônica. Era a Vanda, a antiga namorada com a qual sonhei na última noite. Fiquei surpreso com a coincidência. Ela logo me falou que havia sonhado comigo à noite, relatando detalhes que correspondiam ao meu sonho com ela. A Vanda, inclusive, evidenciou que estava passando por uma fase melancólica, sentindo-se carente e com baixa autoestima. No final do sonho dela, ela disse que saímos da sala e fomos para o quarto. Lá nos relacionamos como fazíamos na época em que fomos namorados. Assim, acabei contando para ela o sonho que eu tive à noite também, mas com a diferença de que eu não lembrava desta parte final. E eu me pergunto, isto tudo se resumiu a sonhos coincidentes ou foi verdadeiro?


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

Bem, eu participava do mesmo treinamento comentado pelo Orlando, pois trabalho na mesma empresa que ele. A experiência de Orlando é mais comum do que as pessoas imaginam ou admitem, já que muitos se envergonham de contar que sonharam ou encontraram-se com alguém e relacionaram-se sexualmente. Além disso, costumam acreditar que esses sonhos são fruto somente de seus desejos mais íntimos ou inconscientes. Mas, no caso relatado, o que é mais relevante é o fato das duas pessoas terem recordações muito semelhantes, do que vivenciaram durante a noite de sono. Isto evidencia uma forte probabilidade de que eles não sonharam, mas sim tiveram uma experiência extrafísica em comum. Ou seja, provavelmente tiveram um encontro no Mundo Astral, após libertarem-se de seus corpos físicos durante o descanso corpóreo noturno. 

Quanto à diferença entre as rememorações de Orlando e Vanda, elas possuem duas explicações bem plausíveis. Uma delas, é que a mente de Vanda poderia ter fantasiado o relacionamento, após o encontro de ambos no Mundo Extrafísico, pois ela havia admitido que estava carente emocionalmente. A outra explicação possível se deveria a uma falta de recordação de Orlando, quanto ao ato sexual, que teria ocorrido ao final da viagem astral. Isto é algo corriqueiro entre projetores, que, ao realizarem atividades lúcidas nas dimensões sutis, não apresentam boas condições para memorizar o que fizeram "do lado de lá".

Por fim, ressaltamos que encontros no Astral entre pessoas que se gostam, por motivos variados, são relativamente frequentes. O problema no registro adequado dessas experiências, é que as pessoas muitas vezes têm uma lucidez parcial ou flutuante no Astral, e/ou a capacidade de rememoração é limitada. Estes fatores dificultam comprovações pessoais sobre o fenômeno da projeção astral, ainda mais em experiências conjuntas, que dependem da rememoração dos indivíduos envolvidos em cada caso.  

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