RELATO 30 - ASSÉDIOS

Autor: Spiritus Iustorum

03 de abril de 2002

Antes de contar o meu relato, é preciso explicar o contexto no qual a minha experiência ocorreu. Era uma época em que eu frequentava assiduamente um centro espírita (como médium da casa), que tratava diretamente com situações de trabalhos de desobsessão. Assim, não era difícil eu sair do corpo durante o sono, para participar de atividades de amparo a desencarnados. Também posso dizer que era comum acabar me encontrando com entidades obsessoras, que, algumas vezes, perturbavam a minha noite de descanso.

Vamos ao relato em si, que julgo uma projeção curiosa, onde eu estava junto a um grande número de pessoas. Éramos algum tipo de grupo de resgate, em uma zona de vibração baixa. Lembro-me de estar me deslocando com outros trabalhadores, quando uma jovem morena começou a me assediar fortemente. Ela se roçava em mim, enquanto dava voltas ao meu redor. Inclusive, ela chegou a colocar a mão no bolso de trás da minha calça.

Fiquei sem jeito, encabulado mesmo, com a situação. Minha tática para interromper o assédio foi de mostrar, a ela, a aliança em meu dedo, para que entendesse que eu era casado. A moça desistiu depois de um tempo, mas logo apareceu outra. Esta tinha a pele clara e apresentava-se com uma mecha de cabelo, pendente, na frente do rosto. Ela encarou-me "olho no olho" e questionava, quase encostando o nariz em mim, sobre o porquê da minha recusa. Eu insistia, sem jeito, com a mesma desculpa, balançando o dedo com a aliança do meu casamento.

Em seguida, houve uma interrupção da sequência lógica da situação. Apenas me lembro de estar num outro lugar, numa espécie de fila, com detalhes que evidenciam ser um tipo de sonho comum, e que fazem pouco sentido.

Não recordei mais nada da experiência original, ou seja, o que se deu após os assédios. Contudo retive na memória, mesmo depois de três meses, quando escrevia este relato, minúcias da fisionomia desta segunda entidade feminina.


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

O relato do companheiro Spiritus apresenta alguns aspectos interessantes, merecendo comentários adicionais. O contexto colocado, logo de início, foi positivo no sentido de tornar mais compreensível o porquê da experiência ter ocorrido com o projetor. No entanto, há pessoas que se projetam em tarefas assistencialistas, mesmo sem pertencerem a grupos espiritualistas terrenos. Mas, é possível notar, ao longo dos anos, que pessoas ligadas às egrégoras de centros espíritas ou outros tipos de fraternidades espiritualistas, no Plano Físico, acabam por tenderem a ter experiências como esta relatada, mais frequentemente.

Quando Spiritus assinala que, após o contato com a primeira entidade assediadora, que foi rejeitada por ele, logo apareceu mais uma, é possível apontar outra possibilidade para o fato. Bem, é comum que muitos obsessores sejam mais "espertos" e "especializados" nas suas atividades, do que imaginamos. Este tipo de ser, não raras vezes, domina bem a sua forma perispiritual, plasmando-se com uma beleza (que é algo relativo) que não tiveram enquanto foram encarnados. Além disso, com o seu poder mental relativamente concentrado num objetivo, podem mudar de aparência, de maneira a obter o que querem. Então, acreditamos que a segunda entidade, que logo apareceu depois da primeira "falhar", pode ter sido o mesmo espírito, usando uma forma diferente, para ver se agradava mais ao gosto de Spiritus. É claro que isto é apenas uma hipótese, que pode não ter ocorrido neste caso específico, mas que acontece com frequência não desprezível no Astral.

Quanto à interrupção da sequência lógica dos fatos, bem como do esquecimento do projetor do restante da experiência, é uma situação muito comum. Isto ocorre, em muitas das vezes, porque momentos tensos ou constrangedores não são registrados na memória física, devido a um mecanismo de defesa do indivíduo, de forma a preservar sua integridade psicológica aqui no Mundo Terreno. Além disso, é normal a falta de rememoração em decorrência de desgaste fisiológico da pessoa, que já tem afazeres atribulados durante o dia.

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