RELATO 3 - AGRESSÃO NO ASTRAL

Autor: Rosa Vilhenna

18 de abril de 2006

Em janeiro de 2006, eu estava dormindo na suíte anexa à casa de campo da família de meu namorado, em Resende-RJ. Repentinamente eu estava fora da suíte, projetada lucidamente, caminhando ao redor desta. Quando ia dobrar na esquina da suíte, entre esta e a casa principal, onde se forma um estreito corredor, tive a sensação de que havia alguém ali no corredor. Realmente, quando entrei no corredor, havia alguém sem formas nítidas. Era uma sombra que lembrava um ser humano (cabeça, tronco e membros), muito escura (era de uma cor negra que chegava a ser muito nítida, mesmo sendo noite). Parecia que estava me esperando. Quando me viu, projetou-se em minha direção e golpeou-me com um grande tridente brilhante que trazia na mão direita. O tridente parecia metálico e perfurou-me na face lateral do tórax, provocando uma dor lancinante.

Despertei imediatamente no corpo, sentindo uma dor tão grande na região afetada pelo golpe, que mal conseguia respirar. Foi quando pensei: “Preciso voltar para o lado de lá e resolver isto, pois ele está lá fora.” Em seguida, eu já estava sentada na cama, ao lado do meu corpo. Já não tinha mais dor. Percebi que a entidade estava bem próxima, pois eu sentia um enorme desconforto, um mal estar que não consigo explicar exatamente. Olhando ao redor, vi novamente meu corpo dormindo, vi o Marcel também dormindo e, à minha direita, junto à lateral da cama, a entidade. Ela estava imóvel.

Meu mal estar aumentava cada vez mais e pensei: “caramba, o Marcel (meu namorado) nem está aqui para me ajudar!” Não sei explicar como, mas eu sabia que ele também estava projetado e que, portanto, seu espírito não estava ali junto do corpo.

Lembrei-me de que meu pai sempre me diz para rezar um Credo quando quiser afastar entidades trevosas. Decidi, então, fazê-lo. Só que, quanto mais eu tentava, mais aumentava o meu desconforto. Agora eu sentia como se estivesse com um peso sobre meu corpo, que aumentava progressivamente. Pronto, tinha esquecido o Credo! Não conseguia, de modo algum, pronunciar mentalmente as frases da oração.

“Bem, vou tentar o Pai Nosso!”, pensei. “Afinal, não tem como esquecer a oração do Pai Nosso!” Triste ilusão... Não consegui sair da frase “perdoai as nossas ofensas.” Ficava repetindo a mesma coisa, sem lembrar qual era a frase seguinte. E a pressão aumentava sobre mim.

A entidade permanecia parada junto à lateral da cama, mas eu sentia que era ela quem estava enviando aquelas energias densas que me pareciam um peso. Tive a sensação de que ele estava imobilizado por alguma força que eu não consegui ver, mas que o mantinha contido ali naquele lugar.

Eu estava me sentindo cada vez pior, com uma enorme indignação por não estar conseguindo nem rezar o Pai Nosso. Foi aí que tive uma ideia: “vou rezar a Ave Maria, pois a falange de Maria vai resolver esta situação”. Me enchi de forças e comecei a rezar a Ave Maria com toda concentração. À medida que eu ia rezando (pelo menos esta oração eu estava conseguindo levar até o final), a pressão em cima de mim ia diminuindo. Encarei bem firme a entidade e continuei rezando. De repente, ela desapareceu e, com ela, toda aquela sensação ruim que eu havia sentido.

Terminei a oração e, certificando-me de que nada mais de errado havia no quarto, mentalizei o meu corpo e acordei. Desta vez, despertei tranquila e sem nenhum tipo de dor.


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

                 É interessante destacar que este relato apresenta uma lucidez muito boa da projetora, devido à quantidade de detalhes assinalados. A narrativa não apresenta interrupções de memória, havendo uma sequência lógica do início ao fim. É bastante relevante assinalar o fato de ela ver o seu corpo na cama, em repouso, o que confirma claramente o seu estado de emancipação perispiritual consciente, ou seja, estava projetada no Astral totalmente lúcida. Esta é uma típica projeção em que o projetor é atacado no mundo extrafísico, quando deve lançar mão de todos os seus recursos para se preservar.
                Agora, vamos destacar alguns pontos de sua narrativa, com vistas a esclarecer ao público em geral. Logo no início ela conta que teve a sensação de que havia alguém no corredor, sendo esta sensação, provavelmente, um aviso lhe passado intuitivamente pelo seu amparador (guia espiritual). Em seguida, ela diz que “...havia alguém sem formas nítidas...” e isto denota que sua visão astral não estava muito boa no momento, ou que a entidade já apresentava alguma deformidade perispiritual (devido aos seus próprios desarranjos psíquicos). Mais à frente, depois de ser agredida e retornar ao corpo físico, ela pensou que precisava voltar ao plano astral para resolver o problema, sendo isto bem interessante, pois aqui, muito provavelmente, houve uma ação mental do amparador sobre a projetora, induzindo-a a enfrentar a situação (normalmente num caso como esses, boa parte dos projetores bateria em retirada, só retornando mesmo por uma influência mais decisiva de seu guia). Na sequência, ela de fato conseguiu voltar ao plano extrafísico, mesmo estando em desequilíbrio pela agressão sofrida e sentindo dor, o que praticamente comprova um auxílio externo de um amparador. Logo depois, há outro fato interessante, que foi o de Rosa ter visto o corpo material de seu namorado repousando na cama e perceber que seu espírito não estava ali. Esta percepção pode ser oriunda de uma capacidade espiritual da projetora ou de uma intuição através do seu mentor. Mais próximo do final da projeção, Rosa teve a sensação de que a entidade agressora estava paralisada por alguma força invisível. Isto demonstra a atuação direta do amparador, que impôs um limite para a sua atividade nefasta. Por fim, chamamos a atenção de todos para a questão das orações realizadas pela moça projetada. Somente na sua terceira tentativa, quando ela narra que se encheu de forças e orou com toda a concentração, é que ela conseguiu se conectar melhor com forças superiores, o que resultou no desaparecimento do espírito desequilibrado do local.
            Esta projeção é rica em acontecimentos didáticos para quem não tem experiência com viagem astral, e demonstra a necessidade de responsabilidade para lidar com o assunto. Devemos nos projetar com uma finalidade útil e altruísta, ou com uma curiosidade sadia, pois, assim, teremos sempre a proteção dos amigos espirituais.

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