RELATO 23 - AUXÍLIOS EXTRAFÍSICOS

Autor: Alexei Bueno

25 de janeiro de 2013

Hoje é cinco de abril de 2012. Época de provas na escola. Esta é uma semana estressante tanto para o aluno como para o professor. Deitei para dormir por volta das 11:30 h, estava mentalmente cansado e nem pensava em espiritualidade ou em viagem astral.

Após alguns momentos realmente despertei-me extrafisicamente e vi que estava voando por uma cidade física! Logo meu objetivo era apenas identificar a cidade que me encontrava, de forma que fosse possível ir lá fisicamente, buscando uma comprovação do fenômeno.

Perguntava a todos que encontrava em meu caminho, pelas ruas e avenidas desta cidade, qual seria o nome ou lugar que me encontrava. Apesar de algumas pessoas não me responderem, alguém me disse um nome composto por mais de uma palavra e também sei que era uma cidade próxima a minha, mas não conseguia memorizar.

Era de madrugada, estava ainda de noite, mas o dia estava para amanhecer. Eu flutuava de alguns metros do chão a até a altura de mais ou menos 15 metros, acima dos telhados das casas.

Em determinado momento, encontrei um morador de rua deitado na calçada em uma rua bem escura. Naquele momento tive um sentimento de compaixão e desejei tentar ajudá-lo de alguma forma, e isto certamente era mais importante do que identificar onde me encontrava. Tive instantaneamente a ideia de aplicar um passe, porém fiquei meio sem jeito de como proceder, mas a vontade de ajudar era maior. Impus minhas mãos na direção daquela pessoa e, para minha surpresa, comecei a “sentir” um som algo como o “estado vibracional” (tum, tum, tum …). Este som tinha uma frequência pré-determinada (parecia um motor em baixa rotação) e vibrava nas palmas de minhas mãos, porém podia ser sentido também em meu corpo espiritual todo, mas seu ponto focal era os chacras da palma da mão que funcionavam como dois canhões de energia.

Após alguns momentos, para minha surpresa, acenderam duas luzes nas palmas de minhas mãos e eram como luzes fluorescentes brancas, a iluminar o escuro ambiente que me encontrava. Virei as palmas das mãos em minha direção e fiquei maravilhado com aquele fenômeno. Em seguida aproximei-as uma da outra e senti claramente algo como um campo eletromagnético que as repelia. Posicionei então novamente as mãos em direção ao corpo do morador de rua e fiquei passando esta luz para ele. Neste momento algo superior certamente deve ter se conectado a mim e comecei a exercer minha função de ajudante astral, indo a quem necessitava de ajuda.

Surgi instantaneamente dentro de uma casa e, na minha frente, tinha um senhor que é cego e estava dormindo. Percebi que era cego pelo fato que de alguma forma vi seus dois olhos totalmente brancos, então comecei a aplicar a luz (energia) que saía de minhas mãos nos olhos daquele senhor. Após alguns segundos, para minha surpresa, sua esposa que se encontrava projetada assim como eu, veio falar comigo, dizendo ela: “Pelo amor de Deus ajude meu marido, ele ficou cego, por favor, cure ele!” Eu disse que faria o possível e que estava passando energia para os olhos dele.

Após alguns instantes deste “passe”, surgi instantaneamente na casa de uma senhora bem idosa. A casa era um sobrado e ela encontrava-se dormindo no andar de cima. Fui voando pela janela, guiado por uma força invisível. Comecei a aplicar aquela energia nesta senhora e, neste caso, ela podia me ver e falar comigo. Então ela disse que iria morrer e perguntou se eu era alguém que a estava buscando, pois um “anjo” já tinha falado com ela. Enquanto passava energia fiquei curioso sobre o “anjo” dito por ela, mas disse que eu estava lá só para ajudar e que eu não era do além.

Curiosamente, em seguida, “materializei-me” na entrada de um escritório. Neste caso todos estavam acordados, pois ninguém percebeu minha presença no ambiente. É engraçado, pois me senti como um fantasma, assim como no filme “Ghost”. Mesmo sabendo que estava espiritualmente projetado no ambiente, pedi licença para entrar e fiz uma rápida oração. Não tendo muito jeito para fazer uma oração, disse algo como “Senhor, que eu seja útil neste ambiente e ajude também estas pessoas”.

Próximo à entrada vi uma moça trabalhando no computador, então fui por trás de sua cabeça e passei a energia para ela. Esta energia nunca parava.

Após alguns instantes chegou outra moça, que senti carregada com energias sexuais. Senti uma repulsão natural e fiquei observando. Ela então começou a contar sobre suas andanças e aventuras noturnas (neste momento já tinha amanhecido o dia), mostrando inclusive fotos no celular. Fui para outra sala.

Encontrei uma pessoa trabalhando em uma mesa, mas sem computador, mexendo com papéis. Apliquei energia em sua direção por alguns momentos.

Sentia agora que iria acordar e queria muito memorizar o nome da cidade. Conseguia perfeitamente lembrar as avenidas, ruas, casas, tipicamente uma cidade pequena do interior, mas o nome me escapava da memória, como se fosse uma informação que eu não deveria reter.

Acordei por volta das 7:00 h, sentindo por uns dois segundos uma energia em meu corpo todo, como um campo de força e, em seguida, senti um rápido arrepio e tudo voltou ao normal. Para não esquecer qualquer detalhe, peguei rapidamente uma folha e comecei a escrever minha projeção, que rapidamente estava sendo “deletada” pelo cérebro físico. Porém, a sensação de realidade das experiências relatadas aqui se mantinha forte.


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

Esta experiência de Alexei foi muito rica em si, possibilitando o aprendizado de simpatizantes da projeção astral com menos prática no fenômeno.

Logo no início, o projetor narra que tinha se deitado cansado, não pensando em viagem astral. No entanto, ele obteve uma interessante saída do corpo. Isto demonstra que, embora se recomende tentar saídas lúcidas do corpo quando a pessoa está descansada, alguns indivíduos conseguem boas experiências mesmo tendo algum esgotamento físico e/ou mental. Ou seja, há exceções porque a humanidade é diversa quanto às potencialidades de cada um. Além disso, neste caso do Alexei, há boas evidências de que ele teve um forte suporte bioenergético de um amparador (também chamado de guia, mentor etc.).

Ainda no início do relato, o projetor assinalou que buscava uma comprovação do fenômeno (tentou identificar por várias vezes em que cidade estava projetado). Isto pode elevar a ansiedade, o que costuma atrapalhar bastante uma viagem astral. Eu confesso que, de minha parte, no primeiro ano em que exercitei técnicas para projetar-me, tentei algumas vezes buscar comprovações, sem sucesso prático. Quando relaxei de fato quanto a este aspecto, surgiram comprovações pessoais fortes quanto ao fenômeno, de forma natural.

No parágrafo em que Alexei se mostra surpreso pelo surgimento de luzes nas palmas de suas mãos astrais, concluindo que provavelmente estaria conectado a uma força superior, pode-se dizer que o projetor está correto. E isto é o que chamo de “mediunidade extrafísica”. Uma curiosidade interessante sobre este fato, é que há frequência razoável de pessoas que aqui no Plano Terreno não manifestam mediunidade ostensiva, mas, uma vez projetados no Astral, atuam mediunicamente com desenvoltura. Um outro fator do relato que merece destaque, é a percepção de Alexei sobre a cegueira de um homem, demonstrando um parapsiquismo no Astral, que, no ambiente físico, costuma ser bem menos frequente.

Um aspecto bastante interessante do relato se deve às evidências de que o projetor estava sendo teleguiado por alguém (um amparador), já que Alexei não controlava aonde deveria ir. Simplesmente, como ele bem colocou, “surgia instantaneamente” em algum lugar para, logo em seguida, perceber que precisava ajudar energeticamente a outras pessoas.

Também é digno de nota, que a senhora idosa conversara com alguém, o “anjo”, antes da chegada do projetor. A questão do “anjo” indica que a cultura de quem está fora de seu corpo interfere na interpretação do que se vê. Por outro lado, em alguns casos, é conveniente que as entidades espirituais se apresentem da forma com que os encarnados possam compreendê-la, até plasmando aparências de acordo com a cultura/religião do indivíduo projetado.

No último parágrafo do relato de Alexei, ele explicou que, após retornar ao corpo denso, passou a anotar rapidamente a experiência, pois ela estava sendo “deletada” pelo cérebro físico. A atitude do projetor foi bastante correta, pois é comum acontecer que uma vivência no Astral brevemente desapareça do campo consciente da mente. Nestes casos, a memória dos fatos precisa ser logo registrada em papel, ou gravada, porque ela tende a ir para o inconsciente do indivíduo. Ou seja, não é exatamente uma perda definitiva das memórias extrafísicas, mas elas ficam inacessíveis, porque são “armazenadas” em nível inconsciente. Isto é o que ocorre com nossas lembranças de vidas passadas, que, normalmente, estão estocadas na mente inconsciente, só vindo à tona com maior facilidade e integridade, após a aplicação de processos hipnóticos (regressão a vidas passadas).

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