RELATO 22 - UM GUARDIÃO?

Autor: Felipe Sass

04 de janeiro de 2013

Faz uns dois meses que eu vi algo sobre o livro “O guardião da meia noite”, de Rubens Saraceni. Pareceu-me ser uma boa leitura e consegui o livro dias depois. Fiquei de certa forma impressionado com o que lia, pois nunca tive acesso a nada do tipo. Isto mudou o que eu pensava sobre Umbanda, exus etc.

Certa noite tive uma projeção em que estava junto com um grupo de pessoas. Não sei dizer se eram encarnados ou não, mas estávamos concentrados procurando alguém. Era noite e andamos pela cidade até entrar num lugar que parecia uma escola, com corredores grandes e pé direito bem alto. O clima estava tenso e saímos do lugar logo após encontrá-lo. Então, andamos rápido novamente, sempre com cuidado, parecendo que não podíamos perder tempo ali.

A seguir, entramos numa casa. Lembro das pessoas conversando. O clima continuava tenso e às vezes eles olhavam para fora, como se vigiassem algo. Todo o tempo eu sentia a presença de alguém comigo. Acredito que deva ser meu guia, mas nunca o vejo. Isto já aconteceu outras vezes, e só conversamos por pensamento.

Algum tempo passou e bateram na porta. Um deles abriu e entrou um homem, que foi direto para dentro da casa como se já conhecesse o lugar. Então, aconteceu a parte que me impressionou. Entrou uma outra pessoa também, que usava um tipo uma farda. Não consegui identificar direito, mas estava suja e um pouco rasgada. A cabeça desta pessoa tinha um formato “demoníaco”. Havia chifres que davam a volta para trás e apontando para frente. O nariz era largo e a voz parecia um trovão. Fiquei olhando para ele e pensei rapidamente que como estávamos ali para fazer o bem, os amigos não abririam a porta se aquele ser representasse perigo. Fiquei com receio, pois não é algo com que estou acostumado. Mas não senti medo e, além disso, eu mantive uma atitude de total respeito com relação àquele irmão. No mesmo instante, também escutei a voz (em nível mental) pedindo para eu manter a calma. Recordo vagamente o que aconteceu depois, mas sei que saímos do lugar, porque já tínhamos concluído o que devia ser feito.

Após a projeção, fiquei pensando em algumas possibilidades. Talvez a leitura do livro do Saraceni tenha me deixado numa frequência vibratória, que propiciou a experiência. Ou aquilo aconteceu pois eu estava me preparando, embora os conceitos que assimilei não fossem exatamente os mesmos. Também pensei que aquela entidade estava lá, numa tarefa de projeção astral. Havia, ainda, a possibilidade de que aquele ser fosse um exu, ou seja, uma espécie de guardião.


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

O relato de Felipe tem aspectos bastante relevantes. Um deles é o fato dele assinalar que conversa mentalmente com alguém (guia/mentor/amparador), mas nunca o vê. Isto é razoavelmente comum entre projetores, indicando que o seu amparador está frequentemente num nível energético mais sutil, ou seja, invisível ao indivíduo projetado.

Felipe também apontou possibilidades para o motivo de a projeção ter ocorrido. Ele assinalou que a leitura de um livro pode tê-lo colocado no padrão vibratório adequado para a experiência. Isto é uma boa possibilidade e não é raro termos notícias de que os mentores das pessoas, de diversas formas, atraem a atenção de nós encarnados para leituras específicas, com determinados propósitos.

Quanto à entidade com aparência estranha, Felipe conjeturou que poderia ser alguém em projeção astral. Sim, isto é possível, pois um encarnado projetado pode plasmar formas diferentes de apresentação de seu corpo sutil, conforme as suas capacidades mentais. Além disso, o projetor assinalou que a entidade estranha poderia ser um exu, ou seja, um guardião dos submundos astrais, que trabalha minimizando as energias negativas emanadas deste campo vibratório. Esta possibilidade também é plausível, mas não obrigatoriamente todos os guardiões usam aparências diferentes das humanas. No entanto, sabemos que realmente alguns guardiões plasmam aparências intimidadoras, de modo a que as entidades desequilibradas do chamado Umbral tenham respeito e sejam contidas nos seus devidos ambientes.

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