RELATO 21 - A BONECA

Autora: Samantha Raymond

19 de fevereiro de 2007

Entre 1999 e 2000, não me lembro ao certo, ocorreu um fato muito curioso comigo, depois de uma viagem astral.

Na referida viagem, eu estava perto de um galpão, onde havia um homem discursando para um grupo de pessoas. Ele vestia trajes simples e estava sentado no chão. Fiquei curiosa e aproximei-me. Após um tempo, quando eu já ia saindo, ele se achegou até mim e disse, com ar sério, que era para eu prestar atenção na boneca da minha filha. Fiquei sem entender de que maneira eu deveria fazer o que ele me pediu, e ele reforçou: “- Olhe na cabeça da boneca ...”

Quando eu acordei, a lembrança do “sonho” era muito nítida e havia um tom forte de realidade em torno dele. Até tentei ignorar, pois não ficou claro o que ele quis dizer. No entanto, não consegui esquecer o “aviso” durante o dia inteiro e, para desencargo de consciência, resolvi fazer uma análise das bonecas de minha filha.

Iniciei a investigação, baseando-me na procedência das bonecas. Algumas eram presentes de minha mãe, enquanto que outras haviam sido dadas por minha irmã. Quanto a todas estas, não me preocupei. Porém, existiam duas que tinham por origem a casa dos antigos patrões de minha mãe. Essas duas bonecas pertenceram à filha dos ex-patrões, que agora sendo já mocinha, se desinteressara por elas. Examinei-as demoradamente. Uma tinha aproximadamente 45 cm, em corpo de plástico, e cabelos longos. A segunda também tinha cerca de 45 cm de comprimento, porém sendo de pano, e cabelos longos. Minha filha adorava esta segunda boneca, a qual penteava com frequência.

Então, resolvi cortar a cabeça da primeira boneca. Como não encontrei nada, pensei que estava sendo muito impulsiva. Contudo, não consegui deixar de proceder da mesma forma com a outra, tendo grande surpresa com o que encontrei. Ficou claro que não tinha sido à toa a minha preocupação. Minhas pernas tremeram, com a agulha em forma de lança que atravessava a cabeça da boneca.

Pus fogo nas duas e tentei ligar por duas vezes para a casa dos ex-patrões de minha mãe. Ninguém atendeu e, depois de um certo tempo, pensei em não insistir mais em preocupá-los com aquilo. O que posso dizer, hoje, é que eu soube que havia problemas familiares na casa dos antigos patrões da minha mãe. Inclusive, se dizia que a confusão que reinava por lá, era devida a uma “macumba” ou magia negra que fora realizada por alguém. Como eu havia tido uma intuição para não insistir em me comunicar com eles, deixei o assunto entregue a Deus.

Concluí, por fim, que eu recebera um aviso claro através da projeção astral, para eliminar algo de negativo que teria como foco uma das bonecas. Realmente constatei algo estranho, e, seja o que for, foi desfeito!


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

Este relato é bastante interessante, pois demonstra uma comunicação bem direta de um amigo espiritual com a pessoa que se projetou, visando a neutralização de algo não positivo. Esta situação é muito buscada pelos viajantes astrais com alguma experiência ou por aqueles que aspiram a sua primeira saída lúcida do corpo. No entanto, em grande parte das vezes, os projetores com esta intenção acabam ficando frustrados, por uma série de motivos. Um desses motivos, sem dúvida, é o fato de que as pessoas, não raras vezes, tentam se projetar para encontrar guias/mentores por razões que não são de fato importantes. Os amparadores não estão presos a meras curiosidades de nós encarnados, ou às solicitações humanas que, na realidade, se fossem atendidas, estimulariam a um certo comodismo. O esforço pessoal e o livre arbítrio são imprescindíveis ao bom desenvolvimento de nós, humanos encarnados.

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