RELATO 20 - A DESPEDIDA

Autora: Luana de Toledo

17 de fevereiro de 2007

Eram 22 de maio de 2006 e eu acabara de retornar de uma projeção astral, quando despertei na cama ainda muito grogue. Pude ouvir o barulho de passos dentro da casa e pensei: estou sonhando, porque o Carlos (meu marido) já saiu para ir trabalhar. Tentei dormir, mas senti como se alguém sentasse na cama, aos meus pés. Olhei espantada, porém não vi ninguém, embora sentisse claramente a presença de uma pessoa. Então, o aparelho de som foi ligado, dando a sensação de que Carlos estava ali. Eu não conseguia discernir muita coisa. Tudo era real e vago ao mesmo tempo. A impressão que eu tinha, era como se o Carlos estivesse se preparando para ir trabalhar, como faz todas as madrugadas. Normalmente eu fico na cama entre um cochilo e outro, até ele se despedir. Contudo, eu tinha em mente que isto já havia ocorrido hoje. Para confirmar e tirar esta preocupação da minha cabeça, perguntei: “- Carlos, é você?” Para minha surpresa ele respondeu que sim. Fiquei confusa, mas feliz por ele ainda estar ali. Chamei-o para o meu lado. Sentia a presença dele, mas não o via. Percebi alguém sentando na cama, o beijo e, estando confusa, não queria acreditar que não era ele. Entre as trocas de carícias, via apenas flashes de partes do seu corpo. Por fim, chegamos a um orgasmo. No entanto, logo a seguir, percebi que meu corpo astral estava se acoplando ao meu corpo físico. Despertei na cama, onde eu estava sozinha, com grande estupor. Tive medo de voltar a dormir e quando consegui, por fim, sonhei com dois rapazes que riam de forma zombeteira. Um deles me perguntou se eu havia gostado, pois afirmava que era ele que estivera comigo. Olhei-o incrédula, pois não senti familiaridade com ele. Saí de perto dos dois. Um dia depois (23/05/06), chegou-me uma explicação sobre aquela situação, através de uma projeção astral. Eu estava no plano extrafísico, andando por uma rua, que ia dar numa “área comercial”. Percebi que alguém me seguia, mas não me causou medo. Eu corri e, de vez em quando, olhava para trás, mas o rapaz não desistia. Resolvi mudar de direção para despistá-lo, quando senti uma mão em meu ombro. Levei um susto e olhei para trás, vendo o rapaz que me alcançara: estatura mediana, moreno-claro e cabelos escuros e lisos. Ele me disse para não ter medo e que precisava falar comigo. Olhando-me, firmemente, disse: “- Eu te amo muito...” Conforme ele falava, iam surgindo flashes em minha mente, sobre as cenas da experiência do dia anterior (vi parte do corpo, que supostamente era do meu marido, se transformando no dele). Percebi que havia estado com ele, o que me causou espanto. Neste momento, ele interveio e disse: “-Já entendi! Não se preocupe! Eu só não podia ir embora, sem te dizer isso tudo...”

Quando eu despertei no plano material, não tive dúvidas de que era ele com quem eu havia estado no dia anterior. Ele estava se despedindo de mim. Provavelmente ele me acompanhava há algum tempo, reticente em me deixar. Agora, havia se conscientizado que eu estava seguindo uma nova vida, e que ele precisava fazer o mesmo.


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

Este é um caso de assédio sexual, comum nas viagens astrais onde o projetor não apresenta grande experiência prática quanto ao fenômeno. Na época em que este fato ocorreu com Luana, ela era recém-casada e estava se vinculando a um grupo espiritualista. Ou seja, ela se esforçava por melhorar suas vibrações bioenergéticas, buscando uma maior harmonia. Assim, mesmo tendo ocorrido o assédio extrafísico, parece que o próprio assediador já percebia a mudança e pode ter se conscientizado de que aquela situação não perduraria. Possivelmente o assediador estava em fase de encaminhamento para uma nova vida, já que Luana estava buscando mais harmonia em sua própria jornada. A entidade poderia, até mesmo, ser algum companheiro de vida pregressa, ainda vinculado a ela por laços emocionais. No entanto, tudo na vida tem seus momentos de transformação...

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