RELATO 2 - FAXINA ESPIRITUAL

Autor: Marcel B. Lussac

15 de março de 2006

Atualmente moro na Cidade do Rio de Janeiro, mas, em 1998, quando realizei a projeção astral que vou relatar, eu vivia e trabalhava em Porto Alegre. No dia 17 de janeiro de 1998, eu estava projetado com quatro pessoas: o Pablo, um rapaz o qual não reconheci, a Tereza e outra mulher que não me lembro. Portanto, éramos em número de cinco e estávamos no interior de um prédio, andando por corredores e escadas. O ambiente era muito pesado. As paredes tinham manchas de sangue e haviam restos humanos espalhados por todos os lados (pernas, cabeças etc.). Nós recolhíamos tudo, colocando o “material” em sacos plásticos ou algo semelhante, para retirar daquele lugar. O “clima” era de extrema tensão. Corredores e escadas escuras, algumas sem saída, nos obrigavam a procurar outros caminhos. Havia medo no ar e caminhávamos apressadamente. Por vezes, ouvíamos gritos. Em certo momento, vimos uma mulher e uma criança, provavelmente mãe e filho, que corriam desesperadamente e gritavam muito, parecendo fugir de algo. Seus aspectos eram cadavéricos, assemelhando-se quase a esqueletos ambulantes. Seguimos todos na mesma direção.

O prédio se situava à margem de uma estrada, que parecia ser a rua do sítio de minha família em Resende-RJ (onde não há construções altas, somente casas). Quando saímos do prédio, arrumamos tudo o que foi coletado no interior do edifício, de modo que nada ficasse aparente, dentro de sacos, os quais foram acomodados à beira da rua. A impressão que me veio à mente, foi que, mais tarde, aquilo seria levado por outra equipe (como se fosse uma equipe de coleta de lixo). Continuamos caminhando em direção ao final da rua, quando fomos avisados que não deveríamos seguir naquela direção, pois corríamos perigo (estava sendo feita uma espécie de ritual com seres humanos, como um sacrifício). Demos a volta e nos afastamos rapidamente, sempre olhando para trás, sentindo uma sensação de muito medo. Em dado momento começamos a correr, e, quando menos esperava, eu estava volitando.

Mais à frente, cheguei em casa (o sítio de Resende-RJ) e vi a todos: meu irmão, pai, mãe e a antiga namorada. Eu levava em minhas mãos um saco de cenouras e outro de batatas-doce. Na sequência, despertei.


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

            Este relato demonstra um grau de consciência razoável do projetor, embora com sinais de perda de lucidez em alguns momentos. De qualquer maneira, a narrativa não apresenta lapsos de memória e há uma sequência lógica do início ao fim. É importante assinalar também, que esta é uma projeção com finalidade primordial de trabalho espiritual dos projetores, onde a presença deles, com as suas energias densas, seria imprescindível na tarefa de auxiliar à limpeza de alguma área do Mundo Extrafísico.

            No início do relato, Marcel diz que estava com quatro pessoas (duas conhecidas e duas que não conheceu ou não se lembrava). As pessoas que ele não identifica podem ser também outros projetores, ou, se desencarnados, são amparadores. A descrição do lugar onde estavam, com sangue nas paredes e restos de corpos humanos pelo chão, deve ser algum local do Astral onde se plasmaram cenas de violência ou guerra ocorridas no plano físico. Provavelmente, no lugar, haviam desencarnados sofredores (por exemplo a mulher e a criança cadavéricas que descreveu) e muita sujeira astral (formas-pensamento, miasmas etc). Daí a presença dos projetores para auxiliarem no saneamento do ambiente.

               A localização aparente do prédio na rua do sítio de sua família, em Resende-RJ, mostra uma momentânea falta de lucidez do viajor, pois lá só há casas e sítios, e a contra-parte imaterial do lugar, em termos gerais, segue o que existe no plano físico atualmente ou no passado (na região do sítio nunca houveram prédios).

            Em determinado momento, quando Marcel narra que “...fomos avisados...”, é porque claramente houve a interferência de algum guia (amparador) durante o trabalho, para facilitar a saída dos projetores do local. Em outro instante, ele diz que veio-lhe uma impressão a sua mente. Neste caso é fácil perceber que teve uma intuição, oriunda de algum amparador, ou recordou-se de algum planejamento prévio do trabalho com instrutores espirituais.

            Quando Marcel escreveu que “estava sendo feita uma espécie de ritual com seres humanos...”, denota que não tinha muita certeza (lucidez) do que ocorria de fato, mas com certeza não era algo bom. Mais à frente ele conta que correu, e, em seguida, volitou (voar com o corpo perispiritual no plano Astral), ou seja, usou de um meio mais rápido para se afastar do local, o que é típico de uma viagem astral.

            Ao final, no seu último parágrafo, ele diz que chegou em casa (no sítio em Resende-RJ, pois encontrou seus familiares) e trazia cenouras e batatas-doce. No entanto, a sua residência na época era em Porto Alegre, isto é, houve grande perda de lucidez no fim da projeção, próximo ao seu despertar. Contudo, o que importa realmente é que Marcel foi capaz de lembrar da viagem e do trabalho extrafísico como um todo, contribuindo para os nossos estudos projetivos.

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