RELATO 17 - SONHO, SONHO LÚCIDO E PROJEÇÃO

Autor: Gustavo Meireles

02 de janeiro de 2012

Era dia 26 de abril de 2006. Estava tendo um sonho comum no qual eu me via fazendo um curso do tipo pré-vestibular. Quando a aula acabou, todos da sala fomos fazer um churrasco.

No meio do tal churrasco, que parecia estar ocorrendo num salão ao lado duma igreja, acabei indo para um canto meditar. Sentei em posição semilótus e fiquei ali estático. Quando acordei o sonho do churrasco já era. Tudo mudou, tendo eu, agora, a ciência de estar sonhando e com algum controle sobre a situação. Então, decidi retornar para a meditação, só que agora com a intenção de fazer uma projeção.

Sentei novamente em semilótus, no sonho lúcido, e fui sentindo meu corpo adormecer, com plena consciência de tudo, tentando não pensar em nada. Primeiro adormece o lábio, depois as costas e me senti “saindo” de lado. Acho que, de tanto ter cuidado em não permanecer perto do corpo, acabei tendo a ideia de ir direto para o telhado. Estando lá em cima, eu tomei ciência de que estava na casa (no duplo) que dá de frente a minha antiga moradia, onde vivi 16 anos de minha vida. A sensação de estar consciente e livre é indescritível, e uma alegria imensa tomou conta de mim, mas me policiei para não ser puxado de volta. No momento em que estava subindo para o telhado, me bateu um certo medo e pensei: “E se eu encontrar algum assediador?” No entanto, logo desencanei e tratei de aproveitar ao máximo tudo aquilo, também evitando atrair qualquer assediador das imediações.

Comecei a volitar com certo esforço, talvez devido à densidade vibracional, já que estava projetado no duplo daquele local. Como eu sabia que já ia ser acordado no físico, tratei logo de observar tudo o quanto podia. Fiquei olhando pessoas lá em baixo e pensava: “Será que são físicas ou extrafísicas?” Nisso me distrai do voo e comecei a descer, reparando num menino que passava a minha frente, no momento em que eu já estava no chão, e que nem me notou. Novamente alcei voo (com uma lucidez incrível), e quando reparei tinha atravessado uma árvore, ficando com o pé preso (mero condicionamento). Num tranco, desenrosquei e fiquei livre de novo.

Logo a seguir, acho que devido à euforia e à ciência de ter de acordar, retornei de fato, entrando numa catalepsia rápida, onde eu ainda tinha as memórias e sensações muito nítidas de tudo. Depois despertei. Foi uma boa experiência quanto à lucidez e quanto às etapas, que fui pulando consecutivamente: sonho, sonho lúcido e, por fim, uma projeção astral.


COMENTÁRIOS EXPLICATIVOS

Este relato do Gustavo apresentou uma sequência clara do tipo sonho fisiológico/sonho lúcido/projeção astral consciente, o que o torna uma experiência bastante didática para os leitores que desejem se projetar, a partir de um sonho comum. Chamamos a atenção, também, para o termo “duplo” usado pelo projetor, que nem sempre é bem compreendido pelas pessoas, e que é referente à dimensão vibratória imediatamente próxima ao plano material. Por fim, destacamos o momento em que Gustavo assinala que ficou com o pé enroscado na árvore, após atravessá-la, afirmando que isto foi um “mero condicionamento”. Bem, isto pode ter sido, de fato, devido a um condicionamento mental do projetor, mas não é possível descartar a hipótese de que Gustavo ficou mesmo com o pé preso na contraparte astral da árvore, já que o projetor poderia estar numa densidade vibracional bem próxima a da planta, o que teria causado a resistência a sua passagem.

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