RELATO 14 - EXTRATERRENOS?

Autor: Pablo de Salamanca

13 de novembro de 2010

O início do que pude recordar desta experiência (que ocorreu em 13 de setembro de 2002), é a partir da minha estadia em local do Astral, acompanhado por dois outros projetores conhecidos, mas que, agora (enquanto escrevo), não consigo identificar mais. Nós três estávamos alinhados lateralmente e, em frente a cada um de nós, havia um ser humanoide, mas com características um tanto diferentes de uma pessoa comum. Eles passavam conhecimentos a cada um de nós, individualmente. Portanto, não sei o que cada um dos meus amigos projetores recebia de informações, embora eu tenha podido, num certo momento, observá-los pelo canto dos olhos, e notar que estavam também em comunicação com os estranhos seres. Entendi que aquelas três consciências pertenciam a outro planeta. Aliás, posso destacar que os três “extraterrenos” eram bastante semelhantes entre si. Eles tinham uma estatura bem elevada, apresentando-se com cerca de meio metro a mais que eu (no Plano Terreno tenho 1,70 m de altura). Eles emitiam uma luminosidade muito branca por todo o corpo, quase luminescente. As cabeças deles tinham formato ovoide, mas não posso recordar traços fisionômicos.

Quanto à comunicação que eu estava recebendo do ser a minha frente, que se dava de maneira telepática, é algo difícil traduzir na forma de palavras. Posso dizer que era algo elevado espiritualmente, mas numa densidade/profundidade complicada para expressar. Provavelmente esses conteúdos estão armazenados em nível do meu inconsciente. Recordo que a minha percepção da energia que ele emanava, pode ser traduzida por um misto de serenidade e sabedoria. A sua presença inspirava-me confiança e eu, naturalmente, sentia respeito por aquela consciência. A comunicação transcorria bem, até que, num dado instante, percebi que o ambiente passara de uma luminosidade clara para um tom acinzentado. Imediatamente, o “extraterreno” me transmitiu que, pelo fato do ambiente haver mudado, não seria possível continuarmos a nossa comunicação ali. Logo a seguir, estendeu-me a sua grande mão, e eu entendi que ele me oferecia uma oportunidade para acompanhá-lo a um lugar melhor, que propiciasse a continuidade de nosso contato. Segurei em sua mão de pronto, e, automaticamente, fui transportado para uma outra dimensão.

A nova ambientação apresentava uma bela paisagem. Eu estava numa colina coberta por relva bem verde, observando um amplo horizonte formado por diversas colinas como a minha, sendo tudo permeado por uma suave claridade. Já não via a entidade “extraterrena”, e não me preocupava com isso. Eu fora induzido a uma expansão de consciência e permanecia ali numa espécie de contemplação. Estava sentado naquela relva e sentia um grande distanciamento de minha atual vida terrena. Notei que meu corpo astral, agora, era semelhante ao do “extraterreno”. Observei os meus braços com aquela cor branca quase luminescente, assinalando também que eu apresentava-me com o tronco e membros mais compridos, e, além disso, a minha estatura era mais elevada do que antes. No entanto, nada disso me espantava. O meu foco de percepção estava mais voltado para a questão da dualidade que vivemos no Mundo Físico. Naquele momento, latejava na minha mente a disparidade entre o meu estado momentâneo de consciência (sentia um grau maior de unificação com o Todo) e aquele que temos normalmente na Terra, quando manifestamos preocupações e apego excessivo por certas coisas. Ali, naquele instante, o valor desses sentimentos terrenos era profundamente irrisório para mim. Simplesmente faziam muito pouco sentido. Minha compreensão estava bastante ampliada e eu sentia uma grande paz. A seguir, despertei na cama. Pensei que não deveria esquecer a rica experiência que acabara de ter. No entanto, não quis levantar-me para registrá-la, já que preferia manter-me naquele estado de serenidade. Acabei pegando no sono novamente, e só depois fiz as anotações necessárias. Pode ser que, ao despertar em definitivo pela manhã, eu tenha me esquecido de algo. Contudo, o que pude rememorar considero bastante significativo, pelo menos em termos pessoais.

Retirado do livro “Experiências Extrafísicas II”,
disponível para download gratuito, neste site.

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