RELATO 13 - JOVENS DROGADOS

Autor: Pablo de Salamanca

07 de julho de 2010

Esta experiência extrafísica ocorreu em primeiro de abril de 2003, e, ainda hoje, está nítida na minha memória.

Estava cansado fisicamente quando fui deitar-me, mas resolvi realizar alguns exercícios com fluxos de energias pelo corpo. Depois de pouco tempo não resisti e adormeci. Não sei como e nem o porquê exatamente, mas fui parar num lugar com vários jovens, aparentando idades entre 16 e 21 anos aproximadamente. Eles estavam visivelmente drogados e não tentavam disfarçar o seu estado. Estavam à vontade e a minha presença não os inibiu. Fiquei ali observando, até que chamou-me a atenção um rapaz, já que ele tinha uma colher e nela estava depositada uma pedra branca (o chamado “crack”). O jovem aquecia o fundo da colher com um tipo de isqueiro. Desta forma, a pedra exalava vapores, que eram aspirados avidamente pelo indivíduo.

O ambiente era meio escuro e a minha lucidez flutuava um pouco. Recordo que senti que o lugar era carregado, também, por fortes vibrações de sensualidade, embora, naquele instante, as pessoas ali estivessem preocupadas somente em se drogar. Num dado momento, um jovem de cabelos loiros chamou-me pelo nome, e ofereceu-me a droga de forma irônica. Ignorei, constrangido, a sua oferta. Percebi que ele usara a ironia, porque já sabia que eu não aceitaria. O que é curioso, é que ele me chamara pelo meu nome. Possivelmente eu já estivera ali anteriormente, numa outra experiência astral, da qual nada recordava. Creio que talvez estivera naquele lugar para prestar alguma assistência extrafísica, provavelmente induzido por amparadores, já que não tenho nenhum tipo de vício, que pudesse me atrair naturalmente para aquele tipo de ambiente.

Estive em diversos pontos daquele local, observando os fatos, e me sentindo um tanto pesaroso e impotente. Em outro momento, recordo de um rapaz de pele clara e cabelos negros, que estava se drogando num banheiro de azulejos brancos. Ele já estava bastante entorpecido, mas não parava. Mais à frente conversei com outro jovem que, sob efeito do narcótico, contou para mim a sua sensação de flutuar, enquanto fazia movimentos laterais pendulares, sentado no chão. Após isso, afastei-me um pouco dali. Fui até o lado de fora da construção onde os jovens se drogavam, e, naquela rua semiescura, flutuei até a altura aproximada de um poste, onde permaneci por um tempo meditando sobre o que vira. Dali ainda era possível ver o rapaz que achava que flutuava, enquanto o seu corpo astral permanecia “pregado” no solo. Ele continuava realizando os movimentos pendulares, sentado no chão. Inevitavelmente, passei a me comparar com ele e senti-me quase feliz em poder realmente voar com o meu veículo astral, enquanto o jovem precisava se drogar para ter uma sensação ilusória de flutuação. Em seguida, retornei ao corpo material e logo registrei no papel tudo o que foi possível lembrar com clareza.

Antes de finalizar este relato, gostaria de assinalar que, após ter feito as anotações da experiência, calculei que a imagem que eu vira no Astral, do uso de uma colher como suporte para aquecer o crack, teria sido uma distorção na rememoração do fato. Comentei isso com um amigo da polícia federal, e ele me esclareceu que eu vira algo relativamente comum no uso do crack, pois quando não se tem os “cachimbos” para pôr a pedra, os usuários utilizam colheres como base para a droga, aquecendo-a por baixo com isqueiros. Ou seja, o que eu vira no Astral, condizia exatamente com a realidade do uso desta droga no Plano Terreno. Fiquei surpreso, pois desconhecia este detalhe à época. Aliás, o crack no início desta década era muito pouco difundido na cidade do Rio de Janeiro, ao contrário da capital paulista, onde este entorpecente já estava instalado. Portanto, imagino que eu tenha feito uma viagem astral até São Paulo. Hoje, enquanto digito este relato neste e-book (final de 2009), infelizmente, o Rio de Janeiro vive uma “epidemia” de crack, o que vem causando uma série de transtornos sociais, somando-se aos outros que já tínhamos aqui. Quanto aos jovens do relato, em si, entendo que há duas possibilidades sobre eles. Uma é que seriam encarnados projetados, se drogando no Astral. A outra situação possível é que seriam pessoas que desencarnaram pelas drogas e que, “do outro lado”, continuam com o mesmo tipo de procedimento. A literatura espírita/espiritualista é farta neste tipo de informação.

Retirado do livro “Experiências Extrafísicas II”,
disponível para download gratuito, neste site.

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