ARTIGO 5 - DESCONTINUIDADES DA PROJEÇÃO ASTRAL

Autor: Pablo de Salamanca

Escrito originalmente em 12 de maio de 2008, e revisado em 15 de outubro de 2011.

É possível distinguir dois tipos de descontinuidade quanto às projeções astrais. A primeira é a descontinuidade de frequência, que nada mais é do que a incapacidade em conseguirmos experiências extrafísicas lúcidas com regularidade, por um período de tempo. Exemplificando, é difícil fazer uma viagem astral consciente todos os dias, ou sempre que desejamos (três vezes por semana, duas vezes por mês etc.). O outro tipo de descontinuidade é a de lucidez, que consiste na flutuação do grau de consciência durante uma experiência fora do corpo. Ou seja, enquanto estamos projetados, podemos estar cientes de tudo que está ocorrendo e, num dado momento, perdermos a capacidade de discernimento, podendo até entrarmos em sonolência em pleno Astral.

Primeiramente, abordaremos a descontinuidade de frequência. Quais seriam os motivos pelos quais não conseguimos produzir uma experiência extrafísica lúcida, sempre que queremos? Por quê há épocas em que as viagens astrais conscientes praticamente somem? Bom, podemos afirmar que mesmo projetores com grande experiência, não conseguem manter uma regularidade de saídas lúcidas do corpo por dois motivos básicos: o projetor não está em boas condições, ou o ambiente não está favorável. É claro que os dois motivos citados podem ocorrer simultaneamente, mas vamos examinar cada situação separadamente.

Obviamente, o projetor flutua quanto às suas condições orgânicas e psíquicas ao longo de sua vida. Daí, por mais que ele tenha uma sólida experiência pregressa, irá falhar em tentativas lúcidas de projeção quando não estiver sentindo-se bem. Por exemplo, indisposições estomacais, enxaquecas, ou qualquer problema que seja crônico por um período, poderá impedir viagens astrais conscientes. Também é relevante assinalar que há épocas em que o viajante está muito focado em interesses materiais, como a vida financeira ou sentimental, que interrompem as experiências fora do corpo ou as reduz drasticamente. Nos casos citados, mesmo que o projetor se recolha em determinado horário do dia, buscando uma viagem astral consciente, terá dificuldades em ter sucesso. Assim, suas experiências irão se tornando raras ou ausentes por um período.

Quanto a ambientes desfavoráveis para a projeção astral, às vezes isto torna a sua frequência bastante irregular, mesmo para bons projetores. Quando nos referimos a “ambientes desfavoráveis”, queremos dizer que a desfavorabilidade pode ser em nível físico e/ou astral. Sendo no nível físico, exemplificamos com situações onde o lugar é barulhento constantemente, o que dificulta o processo. Quando o ambiente não é bom em termos astrais (energeticamente), torna-se complicado conseguir projeções lúcidas. Locais “densos” vibratoriamente normalmente só permitem saídas do corpo conscientes raras vezes, contribuindo para a irregularidade deste tipo de experiência. Exemplificando um “local denso”, é o caso de uma residência onde a família discute e briga frequentemente.

Contudo, há um fator que afeta sobremaneira a regularidade das viagens astrais de um projetor. Este fator é a interferência do amparador ou guia. Quando estes orientadores auxiliam energeticamente o viajante por um tempo, é neste período que as experiências se multiplicam, tornando-se mais constantes. Após esta fase, normalmente há um raleamento das saídas conscientes. Isto ocorre, sobretudo, no início do treinamento do indivíduo para se tornar um projetor lúcido, quando o amparador dá uma “mãozinha” por um tempo, de forma a estimular a pessoa a trilhar por este caminho. Em seguida, o amparador deixa mais por conta do indivíduo tornar-se, ou não, por seus próprios esforços, um viajante mais tarimbado. Aí é que ocorre, comumente, uma queda no número de experiências extrafísicas, pois muitas pessoas são pouco persistentes nos exercícios bioenergéticos que induzem viagens conscientes.

Agora, abordaremos a descontinuidade de lucidez. Inicialmente é possível afirmar, com relativa tranquilidade, que são raros os projetores que conseguiram realizar uma viagem astral com consciência contínua, desde a saída do corpo, até o retorno ao mesmo, sem lapsos de lucidez. A maioria, normalmente, em algum momento, perde a consciência. Por quê ocorre esta descontinuidade de lucidez? Os motivos são variados, mas antes de discorrer sobre eles, é relevante destacar uma situação em que haveria uma projeção astral com consciência contínua, mas que por falha de rememoração, se perde. Explicando melhor, a capacidade de memorização das pessoas no geral, quanto a vivências no Astral, não é muito elevada. É possível que alguns projetores saiam conscientemente do corpo, atuem lucidamente no Astral por um tempo, mas ao retornar ao Mundo Físico ainda lúcidos, no último momento, não conseguem transferir para o cérebro material a lembrança total dos fatos. Ou seja, a capacidade de rememoração não foi suficiente para a recordação de algum trecho da viagem consciente, provocando uma descontinuidade na experiência (isto fica exacerbado quando o viajante vai se deitar muito cansado física e/ou mentalmente).

Por outro lado, há inúmeros relatos de que projetores estão dormindo e/ou sonhando no Mundo Extrafísico e, em determinado momento, despertam, passando a agir conscientemente no Astral. A causa desta descontinuidade de lucidez é uma necessidade de descanso (ou condicionamento mental?) do projetor, mesmo fora do corpo físico. Também podemos apontar outra causa de perda de lucidez, que é o momento da saída do veículo material, que pode ser um tanto estressante. Vários indivíduos quando estão praticando técnicas para se projetarem, ao tentarem o desprendimento do corpo, sentem desconfortos como tonteiras ou pressões na cabeça. Nestes casos, parece que o lapso de memória que ocorre no ato de desprender-se do corpo, é uma espécie de mecanismo de defesa da pessoa. Assim, após o momentâneo “apagão”, o projetor recobra a consciência já em algum outro lugar/dimensão. Por fim, gostaríamos de salientar um outro motivo de perda de lucidez durante uma viagem astral, que é a vibração do local para onde o viajante se projetou. Localidades muito “densas” energeticamente, ou seja, os submundos astrais, podem constituir uma realidade muito diferente da qual o projetor está acostumado no Plano Terreno. Nesta situação, acreditamos que pode ocorrer uma “fuga mental” do viajante, que passa a dormir e/ou sonhar no Astral, quando não retorna automaticamente ao corpo físico. Em sentido oposto, quando o projetor vai ou é levado a “regiões” muito elevadas em termos energéticos, pode também perder a lucidez, por estar fora de seu contexto ou realidade cotidiana, passando a dormir e/ou se entregar a onirismos. Considerando que, em alguns casos, tanto no Astral Superior como no Inferior, quando o viajante não é afeito a ambas vibrações, mas suporte ficar lúcido por um tempo, como se dará a transferência de sua memória sutil para o cérebro físico? Compreendemos que, como o impacto de realidades tão diversas é forte para a personalidade encarnada, muitas vezes a capacidade de rememoração é afetada, ocorrendo apenas lembranças parciais (podendo até mesmo serem distorcidas), ou ainda, ocorrendo a ausência completa de recordações.

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