ARTIGO 17 - PROJEÇÃO ASTRAL E USO DE DROGAS

Autor: Pablo de Salamanca

Escrito em 03 de agosto de 2012.

Introdução

A motivação para escrever este artigo foi devida à constatação de que é relativamente comum, a ocorrência de pessoas interessadas em se projetarem para além do corpo físico com o uso de drogas. Percebo isso ao longo dos anos em que participei de diversos fóruns de discussão sobre viagem astral, na Internet. Considerando que o desejo geral das pessoas é o de se projetar com lucidez no Astral, naturalmente que o uso de drogas é um contrassenso, pois qualquer substância com características alucinógenas, para o ser humano, irá interferir na obtenção de um bom grau de lucidez. Além disso, há a questão da rememoração dos fatos vivenciados e atividades realizadas no Mundo Extrafísico. As lembranças provavelmente não ocorrerão ou, se acontecerem, terão grande probabilidade de estarem distorcidas, devido à interferência das drogas na química/fisiologia cerebral. Não devemos esquecer que o fenômeno da projeção astral, para ser registrado pelo projetor, obrigatoriamente passa pelo cérebro físico. Portanto qualquer tipo de droga, seja lícita (álcool por exemplo) ou ilícita (maconha, cocaína etc.), irá impedir ou interferir nas experiências fora do corpo.


Desenvolvimento do assunto

A partir de agora, vamos apresentar alguns argumentos, encontrados na Internet, favoráveis ao uso de drogas na indução de experiências extracorpóreas, com os devidos esclarecimentos da falta de fundamentação dos mesmos.


A- Certas drogas poderiam promover um relaxamento mais rápido, de modo que o projetor possa realizar a saída do corpo em seguida.

Este argumento/hipótese possui o problema básico já colocado na introdução deste artigo, pois, mesmo que haja um relaxamento em bom nível, para que o indivíduo se projete na sequência, com que grau de lucidez ele atingirá o Astral? E supondo que a droga utilizada não afete suficientemente o seu perispírito (também chamado “corpo astral”), havendo ainda lucidez razoável “do outro lado”, quando houver o retorno ao corpo físico, provavelmente não haverá rememoração ou ela será distorcida.


B- “Vale a pena o uso de drogas para projetar-se, pois a viagem astral é uma sensação maravilhosa”.

Esta foi a frase de um internauta que conseguiu uma experiência, após o uso de um entorpecente, com a intenção de projetar-se. Bem, mas que tipo de viagem ele conseguiu? Pode ter sido basicamente uma viagem interna, ao próprio inconsciente. Nada garante ou evidencia se o que ele viu ou vivenciou foi tão somente um fruto de sua própria mente, alterada bioquimicamente pelo uso do narcótico. Além disso, supondo-se que sua experiência tenha se dado realmente no Astral, ele simplesmente teve a sorte de não ser atacado pelos chamados “vampiros astrais”, ou simplesmente foi assediado e vampirizado mas não percebeu. E com a continuidade deste procedimento, a tendência é cada vez mais ser manipulado e desenergizado, até o esgotamento mental e físico. Fundamental para projetar-se é ter lucidez no processo! Quanto maior a lucidez, mais podemos aproveitar os benefícios da viagem astral, e também estaremos atentos quanto aos denominados obsessores/assediadores de vários tipos.


C- “As pessoas contra o uso de substâncias para realizar viagens astrais são preconceituosas, e o uso de química para se projetar não é pecado!”

Bem, esta afirmativa que colhi de alguém numa determinada rede social da Internet, carece de bons fundamentos. Com relação ao preconceito apontado, é um exagero colocado, pois é fato patente e já profundamente estudado por diversas vertentes da Ciência, que drogas prejudicam a saúde física e mental. Como é fato científico as diversas alterações cerebrais provocadas por drogas, e como o fenômeno da projeção astral só pode ser bem registrado através de um cérebro sadio, não há porque considerar, como preconceituosas, as pessoas que assinalam a inadequação do uso de entorpecentes para realizar experiências extrafísicas. Sobre o aspecto de que “o uso de química para se projetar não é pecado”, destacamos que não é necessário imiscuir esta visão religiosa do pecado na questão. Podemos contraindicar o uso de qualquer narcótico para a projeção, pelo simples fato de que a compra de drogas ilícitas traz, em sua esteira, muitas mortes geradas pelo tráfico de drogas. Além do mais, o usuário dessas substâncias, seja pensando em usar para tentar uma viagem astral ou para seu “simples prazer”, financia uma extensa rede de violência e corrupção. Portanto, não é exatamente uma questão de “pecado”, mas sim de consciência social e solidariedade humana.


D- “O uso moderado de algumas drogas pode ajudar na viagem astral.”

Quanto à afirmativa postada na Internet, é possível questionar este “uso moderado”. Quanto de determinada droga, por dia, pode ser considerado “uso moderado”? Se houvesse uma resposta em gramas, teria que se avaliar ainda a massa corpórea do usuário e a sua tolerância individual (o metabolismo varia de pessoa para pessoa). Portanto, falar em “uso moderado” é algo muito relativo. Acrescente-se que a tendência é o indivíduo aumentar progressivamente o consumo do entorpecente, ou seja, é fato que aquele que usa droga passa do “uso moderado” para o abundante, em grande parte dos casos, seja com a intenção de projetar-se, seja para “uso recreativo”. Além disso, mesmo considerando que alguém fez um “uso moderado” e em seguida projetou-se, como saberá se suas recordações do Mundo Extrafísico não foram severamente distorcidas pelo seu cérebro, alterado por substâncias estranhas a sua fisiologia normal? Ou seja, uma séria dúvida será sua constante companheira...


E- Quem nunca fez projeção astral com uso de substâncias, não pode opinar sobre o assunto, pois lhe falta vivência com drogas.

Encontrei este tipo de argumentação em diversas oportunidades, com ligeiras variantes, na Internet. Entendo que este tipo de colocação é frágil, porque não necessariamente precisamos buscar uma experiência que, sabidamente, traz sérios prejuízos para a saúde física e mental. A esse argumento, se me fosse feito de forma direta, eu responderia que uma pessoa inteligente aprende com os próprios erros, mas quem consegue extrair aprendizados das experiências e equívocos de seus semelhantes é sábio.


Considerações finais

Bem, não me estenderei mais, evitando adicionar outros argumentos/afirmações sobre o uso de drogas para facilitar/promover projeções astrais, porque estes que selecionei da Internet, já me possibilitaram apresentar minhas contribuições sobre o tema. Apenas ressalto algo sobre o lado espiritual da questão, para que fique como uma reflexão a mais. Que tipos de entidades se aproximam de pessoas que tentam se projetar usando drogas? Considerando a lei natural das afinidades, os projetores que consomem drogas irão atrair desencarnados que foram usuários de entorpecentes em suas vidas materiais. Ou seja, estes desencarnados só vão reforçar o desejo dos projetores pelos narcóticos, aprofundando o hábito, que se tornará vício de difícil reversão. Considerando um cenário plausível e pior, os projetores que usam drogas possivelmente acabam por se tornar presas fáceis para assediadores mais especializados, que são chamados por parte da literatura espiritualista, de vampiros espirituais ou astrais.

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