ARTIGO 15 - PROJEÇÃO ASTRAL E NÍVEL DE ESPIRITUALIDADE

Autor: Pablo de Salamanca

Escrito em 22 de julho de 2012.

Introdução

A motivação básica para elaborar este artigo pode ser expressa pela seguinte pergunta: quem se projeta com frequência no Astral é, obrigatoriamente, alguém bastante espiritualizado? Ou, de forma um pouco diferente, podemos colocar a seguinte questão como motivo fundamental desse texto: quem conseguiu, através do uso de técnicas projetivas (ou espontaneamente) algumas experiências extrafísicas, atingiu um patamar expressivo de espiritualidade? Bem, é o que tentaremos responder ao longo desse artigo, apenas situando, neste momento, o que entendemos ser um bom nível de espiritualidade. Compreendemos que alguém com um razoável grau de espiritualização, é uma pessoa que sabe ser humilde, sem ser submissa; entende que a Verdade possui muitas faces; faz ao próximo o que gostaria de receber; busca constantemente a harmonia em pensamentos, sentimentos e ações; que compreende que o conteúdo é mais importante que a forma; que exercita a tolerância; apresenta flexibilidade mental; dentre outros fatores relevantes.


Desenvolvimento do assunto

A princípio, assinalamos que a projeção astral é uma ferramenta de aprendizado para o indivíduo. Ela não é uma finalidade em si. Ou seja, a viagem astral é fundamentalmente uma maneira ou meio de se obter autoconhecimento, expansão da consciência e de ser útil ao semelhante. Quem obteve uma ou mais experiências fora do corpo não deve crer que atingiu um bom nível de harmonia espiritual, envaidecendo-se por isso. Nem tampouco as pessoas que leem os relatos de projetores mais experientes, precisam acreditar que esses projetores atingiram um elevado nível de espiritualidade. Mas, quais as evidências de que os indivíduos que se projetam com alguma frequência no Astral (com rememoração) não são, necessariamente, mais harmônicos do que aqueles que não se projetam? Respondemos, a seguir, apresentando alguns fatos.

Por exemplo, é observável na Internet e por meio de livros impressos, que relatos de projeção mostram que seus autores agem no Astral em conformidade com suas paixões e medos tipicamente terrenos. Eu também não escapo a esta realidade. Por diversas vezes, fora da matéria, não consegui agir de forma tão equilibrada quanto era o necessário. E, por isso, assinalo que o desdobramento espiritual é bela ferramenta de autoconhecimento, pois, através de experiências fora do corpo, somos confrontados com situações que nos põem à prova. Mas, voltemos às evidências de que pessoas que se projetam não são, obrigatoriamente, muito mais espiritualizadas. Através das publicações de opiniões, de diversos projetores, nos vários fóruns de debates na Internet, é possível notar que não deixam de expressar certos sentimentos, preconceitos e ortodoxias, revelando o lado “terra a terra”. Além disso, conheço pessoalmente alguns bons praticantes de viagem astral, que, como eu, são bastante comuns e com diversas limitações bem humanas.

Neste ponto, é importante ressaltar que este artigo não tem como objetivo criticar a quem quer que seja, mas sim levar a uma reflexão sobre o assunto. Exemplificando, é perceptível por parte de algumas pessoas, um certo “endeusamento” a alguns projetores mais experientes, o que é uma postura um tanto imatura, que deverá ser superada mais cedo ou mais tarde. Por outro lado, há projetores que creem ser superiores aos que ainda não se projetam lucidamente (com rememoração das atividades astrais), envaidecendo-se em maior ou menor grau, o que os impedirá de prosseguir livremente em seu processo de expansão consciencial. Compreendemos, portanto, que estes extremos não são desejáveis.


Considerações finais

Finalizando este breve artigo, reafirmamos a projeção astral como ótima ferramenta (e não mais que isso!) para o autoconhecimento e expansão dos próprios horizontes. Realmente há pessoas que, utilizando adequadamente esta ferramenta, beneficiaram-se, passando a constatar e compreender que a consciência está além da materialidade. Muitos puderam confrontar-se com alguns medos próprios no Astral, aprendendo a superá-los, bem como outros puderam vivenciar suas fraquezas de caráter, sem certos disfarces possíveis no Mundo Físico, conscientizando-se delas e buscando a autotransformação. Por isso, divulgamos a projeção astral e estimulamos a sua utilização de forma equilibrada e com objetivos bem definidos. Estes objetivos variam de pessoa para pessoa, mas necessitam ser previamente esclarecidos por quem almeja experiências extrafísicas. A mera curiosidade e a satisfação de motivos menos nobres não promovem bons resultados.

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