ARTIGO 14 - FATORES INTERFERENTES NA REMEMORAÇÃO DE VIAGENS ASTRAIS

Autor: Pablo de Salamanca

Escrito em 15 de julho de 2012.

Introdução

Num outro artigo (“Aspectos sobre a rememoração de viagens astrais”) discorri basicamente sobre os tipos de recordação de uma experiência extrafísica que podem acontecer, apontando também quais as condições que favorecem uma boa lembrança de atividades astrais. No presente artigo, a intenção é apresentar alguns dos fatores que interferem numa adequada recordação de uma experiência fora do corpo. Mas, antes de entrar no assunto-alvo desse texto, é relevante assinalar que a rememoração de uma viagem astral pode ser classificada em duas modalidades, quanto ao momento de sua ocorrência (conforme as minhas percepções, baseadas em experiências particulares). A primeira é o que chamo de rememoração instantânea ou on line, na qual o projetor está no Astral e o registro de suas ações/vivências é imediato no cérebro físico. A segunda modalidade é o que denomino de rememoração posterior, que significa que a pessoa estava no Astral agindo/vivenciando experiências, mas que só após o seu retorno ao corpo físico é que há a transferência das memórias para o cérebro material, no nível consciente. Feita a distinção entre essas duas modalidades de rememoração, quanto ao momento da ocorrência, passemos a alguns dos fatores que interferem/atrapalham ambas modalidades.


A- Estado físico do projetor

O estado do corpo material do projetor, durante ou logo após sua atividade no Astral, pode bloquear inteiramente ou distorcer a rememoração de suas vivências extrafísicas. Vou exemplificar com ocorrências próprias. Há um tempo atrás, numa determinada noite, eu realizei uma tarefa de assistência no Mundo Sutil. Enquanto ainda dormia, estava acontecendo a recordação dos fatos com plena lógica. No entanto, o processo foi interrompido por um sonho (onirismo), onde eu acabara de descobrir um pouco de serragem no ambiente e, ao pegar um punhado com uma das mãos, coloquei na boca, tentando comer aquilo. A sensação era de extrema secura na língua e gengivas, e logo despertei na cama. Na realidade eu estava com muita sede, pois como passava por uma crise de rinite alérgica, dormia de boca aberta, o que provocou grande ressecamento. Ou seja, o meu estado físico interferiu na rememoração da assistência extrafísica, já que a sede contribuiu para induzir o sonho em que eu comia serragem. Numa outra oportunidade, eu explorava certa “localidade astral” com curiosidade, até que comecei a sentir faltar-me oxigênio em pleno Mundo Extrafísico, o que é um contra-senso, pois não respiramos “do outro lado”. Logo em seguida, despertei no meu leito. Constatei que eu estava dormindo com o rosto no travesseiro, o que me impedia de respirar adequadamente. Com o despertar abrupto, perdi quase todas as lembranças do que fazia no Astral. Portanto, a falta de boa oxigenação durante o sono, não só interrompeu a experiência, como prejudicou a rememoração.

Além dos exemplos apresentados, lembramos que a questão do estado físico do projetor é algo bastante amplo, não sendo difícil perceber que se a fisiologia do indivíduo não estiver boa, a rememoração provavelmente será prejudicada. Assim, se o viajante estiver com algum problema orgânico, se estiver drogado ou alcoolizado, mesmo que se projete com alguma lucidez, pouco ou nada recordará.


B- Ambiente inadequado

Há casos em que o ambiente material onde o projetor repousa é inadequado, para ter boas rememorações das experiências extrafísicas. Não é difícil explicar esta situação. Por exemplo, vou contar o que ocorreu com um amigo, que me relatou estar projetado lucidamente dentro de sua casa. Ele observava atentamente os móveis e ia de cômodo em cômodo, constatando alguns detalhes e concluindo que não havia a presença de qualquer intruso. De repente ouviu que lá fora estava começando a chover. Em seguida, retornou ao corpo físico. Levantou-se e foi até a janela, para conferir a chuva que percebera enquanto estava no Astral. No entanto, o céu estava limpo e estrelado. Em seguida, saiu para o quintal, atraído por um barulho d'água. Notou, então, que a torneira do tanque estava pingando em um balde, logo abaixo, que estava enchendo aos poucos. Concluiu que aquele gotejamento havia sido captado pelo seus ouvidos, enquanto dormia, o que interferiu na sua viagem astral e no próprio registro da experiência pelo seu cérebro físico (ele focou tanto na questão da chuva, que esqueceu-se de boa parte do que fizera em casa no Astral). Ou seja, aquela chuva que ele notara no Plano Sutil, fora uma distorção de rememoração da experiência. Além desta exemplificação, assinalo os locais em que se usam despertadores barulhentos, que tiram as pessoas da cama com um belo susto, na hora de ir trabalhar ou estudar. Nesta situação, o choque de adrenalina nos indivíduos que assim acordam, os leva a focar nas atividades terrenas, impedindo praticamente por completo uma rememoração efetiva das vivências astrais. Poderia apontar outros tipos de ambiente inadequado, mas paro por aqui.


C- Cultura do projetor

Todo o conjunto de conhecimentos adquiridos pelo indivíduo que se projeta lucidamente, bem como a sua própria religião e hábitos, podem influenciar/interferir na rememoração das vivências extracorpóreas. Isso não é algo complicado para se compreender. Darei um exemplo que li num livro espírita, há muitos anos atrás, cuja referência me escapa à memória. O caso era o de um homem que, durante uma de suas noites de sono, fora induzido a sair de seu corpo por seu mentor, pois deveria conversar com uma entidade feminina luminosa, que iria lhe passar uma mensagem importante. O fato ocorreu como planejado no Mundo Espiritual, mas, após retornar ao corpo físico, o homem despertou com a seguinte memória distorcida: ele acreditava ter encontrado com Maria, mãe de Jesus! Isto é, o projetor teve uma rememoração distorcida pela sua cultura fortemente católica. Além disso, não recordou o conteúdo de sua mensagem, que ficou retida no seu inconsciente, pois o impacto do encontro com o iluminado espírito feminino fez ele perder o objetivo principal, durante o processo de rememoração. Em resumo, lá no Astral o homem compreendera a mensagem, mas, uma vez de volta ao plano material, não pôde registrar adequadamente o conteúdo.


Palavras finais

Não me estenderei mais sobre outros fatores que influenciam na recordação de experiências fora do corpo, pois creio que o objetivo fundamental desse artigo foi atingido. Espero que, após a leitura desse texto, projetores menos experientes possam ser beneficiados. É importante sempre termos uma boa autocrítica quanto as nossas vivências no Astral, de modo que possamos identificar, na medida do possível, o que é uma lembrança legítima e o que é uma distorção de memória.

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