ARTIGO 10 - ENTREVISTA COM PABLO DE SALAMANCA EM 2008

Autor: Alexei Bueno

Entrevista dada a Alexei Bueno, moderador da comunidade “Aventuras Além do Corpo”, de Guilherme Fauque, no Orkut - http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=8067341 - em 25 de dezembro de 2008.


Olá amigos, nosso entrevistado de hoje é o projetor/escritor Pablo de Salamanca, autor do livro “Experiências Extrafísicas”, além de muitos outros disponíveis gratuitamente na Internet como “Sabedoria em Versos”, “Depoimentos do além”, “Vidas em Versos”...

Pablo nasceu no Rio de Janeiro em 1968. Possui formação de nível superior em engenharia, tendo-se graduado em 1991. Iniciou seu desenvolvimento mediúnico em 1993, psicografando a partir de 1994. O primeiro livro psicografado foi terminado em 2001, obra intitulada “Sabedoria em Versos”, cujo autor espiritual foi o “menino Poetinha”. Concretizou o segundo livro mediúnico, “Depoimentos do Além”, em 2005, sendo um conjunto de mensagens de vários autores espirituais. Finalizou “Vidas em Versos” em dezembro de 2005, terceira obra mediúnica, tendo como autor espiritual o “menino Poetinha”. O quarto livro, “O Trabalhador do Umbral”, também realizado através da psicografia, foi levado a termo em abril de 2007. O presente trabalho, “Experiências Extrafísicas”, é o quinto livro que se concretiza pelas mãos de Pablo e a sua primeira obra não mediúnica, muito embora a colaboração dos amigos espirituais seja evidente em muitas das viagens astrais realizadas pelo autor.


1) Conte-nos como ocorreu sua primeira projeção lúcida. Quais foram suas emoções e pensamentos após vivenciá-la?


A primeira projeção com lucidez que tive foi na infância (eu tinha entre 7 e 9 anos de idade). Apesar de eu não ter um bom discernimento na época, a experiência foi tão marcante, que ela nunca saiu de minha memória. Basicamente a viagem foi um longo voo, de mãos dadas com um adulto de roupas brancas, que tinha a particularidade de ter o rosto envolvido por uma espécie de véu branco. Nós voávamos sobre uma enorme floresta, entrecortada por rios bastante sinuosos e muito azuis (parecia a Floresta Amazônica vista do alto). A nossa comunicação ocorria com grande facilidade, porém não havia necessidade de palavras. Cada pensamento curioso e interrogativo, de minha parte, era respondido automaticamente, como se as ideias dele brotassem dentro de minha mente. Sentia-me totalmente confiante e relaxado na presença daquele amparador, que obviamente patrocinava aquela viagem. Em nenhum momento, passou pela minha cabeça que poderia cair daquela imensa altura em que voávamos. Ao despertar na cama, eu só pensava em tentar dormir e voar de novo, mas isso só voltou a acontecer muitos anos mais tarde. Contudo, dou grande valor à primeira EFC (experiência fora do corpo) que desejei conscientemente fazer, aplicando uma técnica para induzir o fenômeno. Naquele dia de 1998, fui deitar às 10:00 horas da noite e iniciei imediatamente um relaxamento, para, em seguida, praticar a técnica recentemente aprendida. Depois de alguns minutos praticando este exercício, comecei a sentir alguns sintomas projetivos. Contudo, após um bom tempo, não conseguia decolar. No entanto, eu já estava satisfeito por ter conseguido atingir as percepções, que eram citadas por projetores experientes que eu acessara através da Internet. Desta maneira, resolvi me mexer e ver que horas estavam marcadas no relógio da minha mesa, próxima à cama. Observei que eram 11:00 horas, ou seja, eu estivera me exercitando por uma hora seguida. Fiquei feliz pela minha persistência e resolvi dormir, para, na noite seguinte, novamente tentar sair conscientemente do corpo. Para minha surpresa, minutos após a desistência de fazer a viagem astral, o meu corpo ainda apresentava os sintomas projetivos mencionados. Além disso não conseguia dormir. Então fiquei ali parado, ainda em decúbito dorsal, esperando o sono chegar. Repentinamente, de olhos fechados, tive uma nítida visão de um braço flutuando, bem em frente ao meu rosto. Pensei: “que braço é este? Será que é meu?” Em seguida, tentei virar aquela mão e notei que obedecia ao meu comando mental. Meu braço astral direito estava fora do corpo! Então, aproximei a mão astral um pouco mais, abrindo bem os dedos para examiná-los melhor. Notei que era meio transparente e, a seguir, percebi que surgia uma luminosidade vermelha brilhante entre os dedos, na inserção deles com a palma da mão. Fiquei maravilhado com as luzes em expansão e, de repente, perdi a lucidez. Houve um lapso de memória e, na sequência, recobrei a consciência junto a um amparador. Provavelmente ele me deu uma ajuda extra para que saísse do corpo, embora eu tivesse me esforçado bastante para fazê-lo por minha própria conta. Ele havia me auxiliado, para que eu pudesse participar de uma assistência extrafísica, que não contarei aqui, para que esta resposta não fique muito longa. Apenas quis citar esta experiência, porque entendo que a intenção e o esforço do projetor conta muito na obtenção de viagens lúcidas com rememoração. Ou seja, é preciso ter uma postura ativa para ter um sucesso mais efetivo com experiências fora do corpo.


2) Vejo que o amigo tem grande experiência mediúnica, gostaria de saber como ocorreu seu desenvolvimento na psicografia, o que lhe inspirou a realizar este objetivo?


Iniciei a minha atividade mediúnica em setembro de 1993, logo começando a atuar como médium psicofônico (“incorporação”) e passista, permanecendo assim por cerca de um ano e meio, sem maiores novidades. Eu lia livros mediúnicos de diversas procedências, gostando muito de seus conteúdos à época, e jamais cogitando que um dia iria psicografar. Num determinado dia, à noite, em minha residência, senti uma vontade grande de escrever algo, mas não sabia bem o que seria. Temi que estivesse sentindo a influência de entidades em desequilíbrio, já que a casa de alguém não é um lugar apropriado para trabalhos mediúnicos. No entanto, a minha curiosidade era maior que os receios e resolvi permitir a manifestação daquelas energias. Peguei folhas de papel, sentei-me à mesa e segurei uma caneta. Fiz uma oração mental, aguardando o que poderia ocorrer. Intimamente, além de algum temor e da forte curiosidade, já relatadas, também ria um pouco da minha situação, já que minha autocrítica sempre foi muito forte (não me julgava capaz de psicografar, até acreditando que algum desejo inconsciente em fazer aquilo, pudesse estar aflorando). Mas, para minha surpresa, comecei a sentir alguns sintomas de incorporação bem evidentes. Travei o processo, pois não sabia exatamente quem estava ali, e suas energias não eram das melhores. Meditei um pouco e pedi esclarecimentos à Espiritualidade. Em poucos minutos, ouvi um lamento e frases esparsas. Realmente havia alguém ali, e este alguém estava infeliz. Então tentei aguçar os meus sentidos, para “ouvir” melhor o que a entidade estava tentando transmitir. Em seguida, senti meu braço direito enrijecer e ser “tomado”. Algumas palavras surgiram com caligrafia péssima. A seguir, algumas frases curtas. Em pouco tempo, ali estava um apanhado de lamentos e pedidos de ajuda. Na mesma noite, após o afastamento da entidade, outras, com energias de diversos tipos, se manifestaram através do papel, com grande dificuldade. Quando o fluxo de energias expirou, levantei-me e fui lavar o rosto. Os músculos do pescoço, do ombro e do meu braço direito doíam. O processo psicográfico fora semimecânico (algumas palavras surgiam no papel antes do que na minha mente, mas em outros momentos parecia que isto era simultâneo). Fui olhar o relógio e me espantei, pois haviam se passado duas horas. Eu havia entrado em transe, pois nem percebera o tempo passar. No dia seguinte, levei as psicografias para o dirigente do grupo espiritualista onde eu atuava, para que ele pudesse avaliar. Ele achou interessante o material e, numa reunião mediúnica posterior, aprovaram aquele trabalho que eu estava realizando em casa. Disseram-me que, mantendo uma vibração elevada e bons propósitos, continuaria tendo a proteção necessária para psicografar. Ao longo do tempo, fui sendo orientado para uma forma de psicografia mais sutil e menos desgastante. Assim, hoje, uso de um processo não mecânico para escrever mensagens de desencarnados (às vezes, as informações são ditadas e, em outras oportunidades, ocorrem de forma mais intuitiva).


3) Pela sua experiência tanto na área da projeção quanto na mediúnica, qual seria, ao seu ver, o primordial objetivo da projeção para ao ser humano?


Tanto a projeção astral como a mediunidade têm, a meu ver, um grande potencial de ampliação da consciência. No entanto, as experiências fora do corpo, estão um pouco mais libertas de preconceitos religiosos, o que pode permitir que a projeção astral seja um grande instrumento de aprendizado para o ser humano. Nem todo mundo terá interesse pela mediunidade, mas uma parcela maior da população poderá ter pelo menos curiosidade em saber/sentir o que é uma experiência no mundo extrafísico, já que várias tradições religiosas acreditam num mundo espiritual e na vida após a morte. Alguns evangélicos denominam a viagem astral de “arrebatamento”, no Corão dos muçulmanos está descrita uma EFC de Maomé e o ambiente católico nos conta as chamadas “bilocações” dos santos. Assim, acredito que o objetivo e grande potencial da projeção astral, é o das pessoas terem suas experiências próprias com o que está além da matéria e perceberem que suas consciências não estão no cérebro físico, ou seja, elas existem além e independentemente do corpo material.


4) Pablo, sabemos que você tem bastante livros publicados, mas gostaríamos de saber qual (ou quais) os livros, de outros autores, que mais o inspirou na espiritualidade?


Já li muito e ainda leio, sempre que possível. É claro que, hoje, ao olhar para o passado, percebo que muitos livros que li e foram importantes na época, não seriam tão relevantes agora, já que amadurecemos e nos transformamos com o tempo. Mas, não posso deixar de citar os livros da série “André Luiz”, escritos pela mão de Chico Xavier. Estes livros estão entre os pioneiros no país, quanto a descreverem o Mundo Astral, bem como a darem indicações sobre o “desdobramento espiritual”, termo utilizado pelos espíritas para designar as viagens fora do corpo. Também não posso deixar de assinalar três livros do médium R. A. Ranieri: “O abismo”, “A segunda morte” e “Sexo além da morte”. Estes livros também têm um conteúdo muito bom e possuem a particularidade de serem memórias de viagens astrais do médium, que foram desbloqueadas por seu mentor espiritual durante a escrita. Recentemente tenho lido sobre regressão a vidas passadas, e destaco “20 casos de regressão”, de Mauro Kwitko; “As várias vidas da alma”, de Roger Woolger; e “Você já viveu outras vidas”, de Kurt Allgeier”.


5) Qual seria sua recomendação quanto a exercícios (práticas energéticas/meditativas) para que nós, iniciantes nas práticas projetivas, possamos nos aperfeiçoar na maior quantia de desprendimento lúcido?


Como cada ser humano tem suas particularidades, entendo que o indivíduo deva procurar a prática bioenergética ou forma de meditação com a qual se adapte melhor. É uma questão de tentativa e erro. Há muitas recomendações para induzir positivamente projeções lúcidas, que vocês devem conhecer bem na comunidade, mas entendo que, ao encontrar a prática que proporcione os sintomas pré-projetivos, o fator mais importante é a persistência. Eu uso, há muitos anos, a técnica de esfera dourada, que é uma das mais conhecidas. No entanto, uma questão que acho fundamental para ter projeções lúcidas com rememoração, é a saturação mental com o assunto. Ou seja, ler bastante sobre viagem astral e conversar com outros projetores, bem como manter um caderno de anotações de suas experiências, auxilia em muito no processo.


6) Como médium e projetor consciente, na sua opinião, a projeção tem algo relacionado com a mediunidade? Como você entende esta curta ligação existente entre mediunidade/projeção?


A ligação entre mediunidade e projeção astral consciente não é obrigatória. Nem todos bons médiuns que conheço realizam viagens astrais lúcidas com rememoração. Alguns bons projetores com que me relaciono no dia a dia, nunca manifestaram uma mediunidade ostensiva. No entanto, a sua pergunta é bastante procedente, pois percebo que há uma correlação entre ambas capacidades, e não é nada incomum que as duas ocorram naqueles que direcionem suas energias, se dedicando tanto à mediunidade como às EFCs. Compreendo que a ligação entre mediunidade e projeção está na questão do desenvolvimento dos chacras. Se o indivíduo tem um bom desenvolvimento em alguns desses centros energéticos, estará apto a desempenhar tanto uma função, quanto a outra, conforme seus esforços conscientes e também de acordo com o que chamo de programação existencial (aquilo que os espíritos mais conscientes de sua condição evolutiva planejam, antes de reencarnar).


7) Vejo que atualmente aqui na Comunidade “Aventuras Além do Corpo” está surgindo muitas perguntas relativas a “zumbidos” e sensações características do “Estado Vibracional” (conhecidas como “sintomas pré-projetivos”). Você poderia nos explicar algo mais sobre o comum som intracraniano... O que é, o que fazer ao percebê-lo etc...?


Tive uma única experiência em que aconteceram intensos sons intracranianos, que, no meu caso, se assemelhavam a fortes estalos. Entendo que estes sons seriam devido ao desprendimento que está ocorrendo. O que eu questiono é se eles ocorrem obrigatoriamente, sempre no momento do desacoplamento. Creio que não. Deve haver alguma condição específica para ele ocorrer, que realmente não sei qual seria. Por outro lado, até pode ser que os sons intracranianos sempre ocorram em alguma intensidade, mas os projetores nem sempre os ouvem, pois grande parte das pessoas sai inconscientemente do corpo, só recobrando a consciência já no Astral. Mas, o que é mais importante ao ouvir estes barulhos, é manter a calma, pois está havendo um desacoplamento entre o corpo astral e o físico. Assim, é interessante buscar um alvo para facilitar a saída e ter uma boa viagem astral.


8) Pablo, em sua opinião quais devem ser as principais características e objetivos do projetor consciente?


O que considero como principais características de um projetor consciente, é uma curiosidade sadia; coragem para investigar outras dimensões da vida; persistência em usar técnicas para conseguir as EFCs; serenidade (ausência o quanto possível de ansiedade em ter sucesso); e ética (fazer ao próximo o que gostaria que fizessem a si mesmo). Já os objetivos do projetor podem ser inúmeros, desde que sejam éticos. Poderia citar como objetivos relevantes: busca de autoconhecimento; busca de conhecimentos sobre o Astral; e prestação de assistência extrafísica.


9) Muitas pessoas comentam com os amigos ou familiares que realizam projeção astral e então são taxadas como mentirosas, que estão fantasiando ou mesmo malucas... Qual seu conselho de como devemos nos portar neste sentido. Seria melhor não comentar sobre nossas experiências e vivências?


Nessas situações é preciso, em minha opinião, de bom senso. Nem todos estão num nível consciencial razoável, prontos para entender algo ou, pelo menos, para se manterem com uma postura de mente aberta a novidades. O que eu faço, em ambientes que não tenho certeza quanto ao grau de compreensão das pessoas, é “testar o terreno”, lançando algumas ideias mais genéricas sobre o assunto, para colher impressões sobre o que é possível discutir e até que ponto se pode ir. Entendo que a adequação ao meio é fundamental, evitando-se um gasto inútil de energia, que muitas vezes cria uma atmosfera francamente hostil à projeção astral, trazendo um efeito contrário à divulgação do fenômeno. Se a família ou o círculo de amigos não aceita, de forma alguma, as EFCs, temos muitas listas de discussão e fóruns de comunidades na Internet para trocar informações.


10) Cinco minutos diários de prática energética antes de dormir é suficiente para obtermos êxito em uma melhor lucidez extrafísica? O exercício mais indicado na prática diária seria a circulação energética, conhecida como EV (estado vibracional)?


Esta questão tem uma resposta variável conforme o indivíduo, já que a diversidade é bastante grande. Assim, responderei conforme o que eu faço e costuma dar certo comigo. Realizo, sempre que desejo ter uma viagem astral consciente (com rememoração), um exercício de circulação energética (técnica da esfera dourada), por cerca de 15 minutos antes de dormir, para conseguir o EV e depois ter a EFC.


11) Pablo, em sua opinião, por que as pessoas estão atualmente tão inconscientes das realidades projetivas? Mesmo as pessoas que estudam e trabalham este lado, muitas vezes têm dificuldades em obter a lucidez desejada.


Muitas vezes o que ocorre, é que o indivíduo, apesar de se dedicar bem razoavelmente à questão, não se lembra do que fez lucidamente no Astral. Ou seja, a pessoa saiu do corpo e esteve consciente por algum período no Mundo Extrafísico, mas, no retorno ao corpo denso, não conseguiu transferir adequadamente (para o cérebro material) as memórias do que viu, fez e sentiu Plano Astral. Portanto, neste caso, o que falta é capacidade de rememoração. Eu, em muitas oportunidades, ao despertar na cama, lembro de alguma atividade realizada “do outro lado”, mas, sem maiores detalhes. Fica a nítida impressão de que fiz muita coisa, mas que esqueci do principal. É um pouco frustrante. Portanto, um dos pontos-chave para se ter sucesso com EFCs, é ampliar a capacidade de rememoração. O que posso dizer sobre rememoração, é que ela é ampliada em épocas em que estamos com a mente menos cansada ou estressada devido a problemas de ordem material (contas a pagar, provas na universidade, dificuldades com o chefe no trabalho etc.). A saturação mental com o assunto viagem astral, também é uma boa aliada para facilitar as lembranças de EFCs.


12) Todos nós temos um Amparador (espírito amigo, guia espiritual, mestre espiritual ...)? Poderia nos falar um pouco sobre isto?


Entendo que nós temos diversos amigos espirituais, assim como aqui na Terra temos amigos encarnados. Como a vida não é estanque, mas sim contínua, e nem sempre há uma sincronicidade entre os processos reencarnatórios, alguns amigos permanecem no Plano Extrafísico, enquanto descemos ao Mundo Material com uma nova vestimenta. Então, em algumas oportunidades, durante EFCs, encontrei-me com estes amigos. O que é interessante, é que reconheço a eles, mas não sei dizer desde quando os conheço, nem a origem da nossa amizade. Ou seja, a familiaridade é grande (reconhecimento no campo do sentimento e da intuição), mas a mente consciente não acessa detalhes maiores. Com relação àqueles amigos espirituais a quem poderíamos chamar de guia ou mestre, também existem, e são aqueles amigos com mais conhecimento e, sobretudo, mais sabedoria e amor do que nós. Já tive oportunidade de encontrar seres como esses no Astral e o impacto que eles causam é bastante grande emocionalmente. Alguns mentores espirituais podem nos acompanhar por diversas vidas terrenas. Digo isso, porque estou terminando um curso de formação em Psicoterapia Reencarnacionista (uma modalidade que usa a regressão a vidas passadas), e já estou praticando com pessoas amigas a regressão terapêutica. Constatei, por exemplo, com uma jovem de apenas 20 anos de idade (sem conhecimentos sobre Espiritismo/Espiritualismo), que durante três sessões de regressão a vidas pretéritas diferentes, sempre nas situações de desencarne dela, é amparada e recebida por um mesmo homem e uma mesma mulher, no Astral (ela os descreve sempre de forma idêntica).


13) Muitos que vêm até nós, aqui na comunidade, estão preocupados em conseguir uma projeção rapidamente... Como um "fast food" espiritualista. Nos dias de hoje parece haver uma necessidade de rapidez por resultados e uma negligência quanto ao caminho espiritual... Qual tua opinião quanto a este assunto? O que você acha disto e a que atribui esta impaciência dos dias atuais?


Acredito que as EFCs serão melhores e mais proveitosas se o indivíduo também estiver fazendo uma busca interior (busca por autoconhecimento). Se a viagem astral for encarada apenas superficialmente, como um fenômeno a ser atingido, logo depois de se ter algum sucesso, a pessoa passará para alguma outra atividade, deixando de lado as projeções astrais, e perdendo grande oportunidade de aprendizados diversos. Realmente há pessoas que permanecem apenas na superfície da vida, somente procurando distrações momentâneas. Quanto à impaciência dos dias atuais, de fato a sociedade tem imposto a necessidade de respostas rápidas a tudo, sobretudo nas questões de trabalho, o que se exacerbou com a chamada globalização econômica e cultural. Mas, certas coisas tem resultado muito melhor, se forem realizadas com calma e equilíbrio. É preciso nos conscientizarmos, de que não precisamos aceitar a sugestão reinante, de que “tudo deve ser feito para ontem”. Hoje, isso é uma questão de saúde pública. Eu diria que temos uma epidemia de estresse.


14) Uma curiosidade de minha parte sobre psicografia é sobre a possibilidade de existir um método de psicografar diretamente no computador, digitando, ao invés do método convencional de papel/caneta?


Desde antes do advento do computador, já haviam psicógrafos que faziam a sua tarefa através de máquinas de datilografia. Portanto, fazer uma psicografia através do computador é possível sim. O que importa, neste caso de uma psicografia através de digitação, é como o médium recebe a mensagem. Se ele tem uma sensibilidade especial auditiva, a digitação não será problema (a mensagem é ditada). Se o médium escreve por via intuitiva, também não haverá problema com relação à digitação. Agora, se o médium for psicógrafo mecânico, o que hoje é mais raro, a entidade comunicante terá que possuir habilidades com o teclado, já que ela dominará as mãos do médium.


15) Pablo, qual sua opinião sobre a transcomunicação instrumental (contatos com o plano espiritual por meio de aparelhagem eletrônica)?


Acho a TCI (Transcomunicação Instrumental) algo fantástico. Sou totalmente a favor da busca de alternativas eletrônicas de comunicação com as outras dimensões da vida. Inclusive, no site que gerencio, coloquei um link (no setor Sites Úteis) para o IPATI (http://www.ipati.org/), que é um instituto bastante sério na realização de experiências com TCI, liderado brilhantemente pela Sônia Rinaldi.


16) Pablo, deixe-nos uma mensagem final para os amigos da comunidade “Aventuras Além do Corpo”.


Agradeço a chance de trocar ideias com a comunidade “Aventuras Além do Corpo”, assinalando, por fim, que embora a projeção astral seja uma grande oportunidade de se ampliar os próprios horizontes, não devemos esquecer de viver a vida material com os pés bem fincados no chão. As EFCs têm muito a nos oferecer, mas não estamos no mundo material, envergando um corpo físico, por acaso. Estamos aqui para aprender algo. Deixo um grande abraço a todos.

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